UM PIANO NAS BARRICADAS: Por uma história da AUTONOMIA, Itália 1970. Marcello Tarì. (link para o livro em PDF)

Nos turbinados dos filmes sociais e políticos dos anos 1970 na Itália, a Autonomia é apresentada como um método intermediário entre Marx e a antipsiquiatria, a Comuna de Paris e a contracultura, o dadaísmo e o insurrecionalismo, o operaísmo com o feminismo e muitas coisas com outras muitas coisas. Mas, acima disso tudo, a Autonomia apresentou uma descontinuidade profunda com a prática do Movimento Operário oficial. Não era e nunca foi uma organização, mas uma multiplicidade que se organizava a partir de onde residia, trabalhava ou estudava os sujeitos que a deram forma. Na Autonomia, de fato, muitas autonomias específicas surgiram e coexistiram: dos operários, dos estudantes, das mulheres, dos homossexuais, dos prisioneiros, melhor, de qualquer um que escolhesse, a partir de suas próprias contradições, o caminho da luta contra o trabalho assalariado e o Estado, ou seja, um modo reluzente de subversão da vida. Se o Movimento dos anos setenta acabou sucumbindo às forças combinadas da máquina estatal e do Partido Comunista, a história da autonomia destaca-se desse contexto, pois é a de uma aventura revolucionária cuja incandescência atual é mais relevante do que nunca. As relações entre Autonomia e os demais movimentos da extrema esquerda italiana – de Potere Operaio a Lotta Continua, de Lotta Communista ao Manifesto – são explicadas em teoria e ação. Como os grandes momentos da autonomia – um comunismo “impuro”, que reúne Marx e a antipsiquiatria, a Comuna de Paris e a contracultura americana, dadaísmo e insurrecionalismo, trabalhadorismo e feminismo”. Tarì nunca escreve que autonomia foi o nome de uma organização: deve-se sempre referir-se às autonomias, das trabalhadoras, dos estudantes, das mulheres, dos homossexuais, dos prisioneiros, das crianças “de quem teria escolhido o caminho de a luta contra o trabalho e contra o Estado, a secessão com a fantasia da sociedade civil e a subversão da vida em conjunto com os outros”. E se o movimento acaba sucumbindo sob as forças combinadas da máquina estatal e do Partido Comunista, sua história é a de uma aventura revolucionária cuja incandescência está mais do que nunca presente nos nossos dias.

ÍNDICE INTRODUÇÃO

A revolução que vem

CAPÍTULO I Corte: O Partido Mirafiori, o declínio dos grupos, as jornadas de Abril (1973-1975)

CAPÍTULO II Separação, dessubjectivização e a “ditadura dos desejos”: o operário social, o feminismo, a homossexualidade, o proletariado juvenil e outras transversalidades (1975-76)

CAPÍTULO III Um piano nas barricadas: o Movimento, a insurreição, os grupos, a dispersão (1977)

ANEXO Viver com a guerrilha (Lúcio Castellano)

LINK PARA O LIVRO:

Um-Piano-nas-Barricadas-Autonomia-Operaria-1973-1979-Marcello-Tari

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