Laymert Garcia dos Santos: “Há muitas razões para não se tolerar o golpe. Mas a que é objeto do texto abaixo é, parece-me, a mais insuportável, em termos éticos.”

Esse texto foi lido ontem no Congresso Texto escrito por Francisco Costa 1 - E se Dilma tivesse 22 processos por corrupção, como Eduardo Cunha (PMDB)? 2 - E se Dilma tivesse 18 processos por corrupção, como José Serra (PSDB)? 3 - E se Dilma colocasse sob sigilo, por 25 anos, as contabilidades da Petrobras,... Continuar Lendo →

Pesquisar no contemporâneo – B.O

Tomando como referência a dita “perspectiva cartográfica” de pesquisa podemos pensar na seguinte questão: Como vincular pressupostos ideais desses conceitos às suas supostas inserções operatórias? Essa questão implica pelo menos um esboço de encaminhamento a duas perguntas. Uma primeira, mais geral, poderia ser assim enunciada: Considerando uma pesquisa como “instância problematizante” como distinguir a operatoriedade... Continuar Lendo →

Uma subjetividade estreita, incapaz de perceber que o “marginal” não habita tão-somente o mundo, mas, igualmente, as suas entranhas, será uma presa mais fácil de ideologias fascistas, que dividem o mundo em Bem e Mal: “ovelhas brancas” e “ovelhas negras”, “raças puras” e “raças impuras”, “homens de bem” e “bandidos”, “homens normais” e “loucos”, “heterossexuais” e “homossexuais” etc. Há alguns dias, a Folha de S. Paulo trazia um artigo de Fernando Gabeira, em que ele comentava os crimes praticados contra homossexuais cometidos nos últimos tempos e a quantidade de facadas envolvidas em cada caso. E se perguntava o porquê de tantas facadas, quando apenas algumas já seriam suficientes para matar. Concluía, sabiamente, dizendo que aqueles assassinos tentavam matar o “homossexual” que havia dentro deles. Entretanto, a possibilidade de acolhimento e elaboração afetivas “desses lados”, tornados escuros e malditos por milênios a fio; constitui uma tarefa bastante difícil, num mundo em que o sentido da vida torna-se cada vez mais restrito, mais miserável, mais voltado à mera sobrevivência e em que as ideologias fascistas tornam-se extremamente úteis, na medida em que são capazes de justiticar todos os racismos, exclusões e eliminações daquilo que importuna e questiona o caminho homogeneizante e totalizador do capital. “Crianças de rua”, “sem-terras”, mendigos, para que serve essa gentalha? Só atrapalham, com sua pobreza, seu fedor, sua animalidade. Mais fácil eliminá-los…

Eu e o bandid0 Viver na grande metrópole significa enfrentar a violência que ela produz, expande e exalta, no mesmo pacote em que gera e acalenta as criações mais sublimes da cultura. São Paulo não é exceção a essa regra. Num curto espaço de tempo, somos afetados pelos mais diferentes tipos de estimulação: ao acordar... Continuar Lendo →

Que é que junta em mim as coisas que leio e vejo? Que forças em mim me fazem ver isso? que forças em mim me fazem expressar assim o que estou pensando? Que forças já me dominam? Com que forças me alio?

  *** (...) guerrilha contra nós mesmos, ou melhor, a guerrilha contra as Potências maiúsculas – sejam Partidos, Religiões, Mídias ou quaisquer proeminências transcendentes – que nos invadem, que desejam em nós, que nos habitam ou que nos habilitam na sacanagem muito contemporânea de certo servilismo *** (...) “o fascismo”, não só o “histórico de... Continuar Lendo →

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