ACAMPAMENTO PROVISÓRIO I – companhia Ueinzz no Itaú cultural PROGRAMAÇÃO FLYER

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Zona de experimentação temporária, Fernand Deligny e companhia Ueinzz no Itaú cultural NESTE FINAL DE SEMANA (exposição, performances, exibição de filmes, conferências, oficinas e lançamento do livro O Aracniano e Outros Textos, do próprio Fernand Deligny. O livro é uma coletânea de ensaios nos quais, com base em sua experiência, o pesquisador pensa sobre o viver em rede, isto é, sobre formas de respeitar um modo de vida singular, sem nenhuma intenção de normalização ou cura, sem interpretação nem interpelação. O livro traz também um conjunto de fotografias e uma série de mapas, inseparáveis de sua prática. Programação (abaixo)

Apresentação

Processo de criação do projeto Acampamento Provisório I

Entre os dias 1o e 4 de outubro, a Cia. Teatral Ueinzz ocupa o Itaú Cultural com Acampamento Provisório I, zona de experimentação temporária e aberta ao público. Dela fazem parte uma exposição, performances, exibição de filmes, conferências, oficinas e lançamento de livro. Todas as ações são inspiradas na obra do poeta e pedagogo nascido na França Fernand Deligny (1913-1996). O pesquisador produzia mapas que indicavam as chamadas linhas de errância, que registram a movimentação da criança autista e a relação dela com o mundo.As performances do grupo acontecem nos dias 3 e 4 de outubro. O cenário é composto de desenhos, roteiros, fotos, anotações e partituras feitas pelos participantes da companhia Ueinzz em ensaios, encontros, rotinas e viagens. A apresentação tem como mote o fato de o mundo não ter lugar para todas as pessoas. Um pequeno grupo decide então sair em uma nave em busca de outros planetas. O espaço fica em exposição para receber a visita do público entre os dias 1o e 4 do mesmo mês.Nos dias 1o e 2 serão exibidos quatro documentários que tratam do dia a dia de crianças autistas e que se tornaram referência para o processo de criação da companhia. Em 1o e 3 de outubro, duas conferências propõem uma reflexão sobre o trabalho realizado por Deligny. Sandra Alvarez de Toledo – fundadora da editora L’Arachnéen, que publicou a obra do teórico – comanda as discussões do primeiro dia. Já no dia 3, o professor da Universidade Paris 8 Morlon Miguel, com Noelle Resende – coordenadora do grupo de pesquisa Saúde Mental e Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) –, realiza outro encontro também pautado nas descobertas e nos métodos de Deligny. No último dia  do evento em outubro (4), Sandra Alvarez Toledo propõe uma oficina baseada nos mapas realizados pelo educador. A partir deles, o público é estimulado a se questionar sobre suas ações cotidianas em sociedade e sobre o estatuto desses mapas – deveriam ser eles considerados material terapêutico ou obras de arte? No mesmo dia acontece o lançamento de O Aracniano e Outros Textos, do próprio Fernand Deligny. O livro é uma coletânea de ensaios nos quais, com base em sua experiência, o pesquisador pensa sobre o viver em rede, isto é, sobre formas de respeitar um modo de vida singular, sem nenhuma intenção de normalização ou cura, sem interpretação nem interpelação. O livro traz também um conjunto de fotografias e uma série de mapas, inseparáveis de sua prática.

Acampamento Provisório I

quinta 1 a domingo 4 de outubro de 2015

Piso -2

Gratuito

EXPOSIÇÃO – MAPAS E LINHAS DE ERRÂNCIA

Quinta-Feira – 09:00

A exposição acontece em meio ao cenário da performance Gravidade Zero – Episódio I: na Órbita de Klonoa e é composta de fac-símiles dos mapas criados por Fernand Deligny (1913-1996) durante suas pesquisas com crianças autistas.

quinta 1 a domingo 4 de outubro de 2015

quinta e sexta das 9h às 19h

sábado e domingo das 11h às 17h

Piso -2

Gratuito

[classificação indicativa: 16 anos]

01

Out/15

/EXIBIÇÃO DE FILMES – ESSE GAROTO

Quinta-Feira – 18:00

(Ce Gamin, là, Renaud Victor, 1976 | França)

O documentário poético realizado por Renaud Victor foi lançado em 1976 e registra o dia a dia de Ianmari, uma criança autista.

Sala Vermelha – 70 lugares

Gratuito – distribuição de ingressos por ordem de chegada

[livre para todos os públicos]

[Não haverá retirada de ingressos. A entrada está sujeita à lotação da sala.]

01

Out/15

/EXIBIÇÃO DE FILMES – O MÍNIMO GESTO

Quinta-Feira – 18:00

(Le Moindre Geste, Fernand Deligny, Josée Manenti e Jean-Pierre Daniel, 1971 | França)

O filme trata da história de Yves, paciente do educador Fernand Deligny – conhecido por utilizar métodos psiquiátricos pouco ortodoxos. Rodado nas montanhas de Cévennes (França), o longa conta como o garoto e seu amigo Richard fogem da instituição em que vivem e como interagem com as pessoas que encontram pelo caminho.

Sala Vermelha – 70 lugares

Gratuito – distribuição de ingressos por ordem de chegada

[livre para todos os públicos]

[Não haverá retirada de ingressos. A entrada está sujeita à lotação da sala.]

01

Out/15

/CONFERÊNCIA – FERNAND DELIGNY, RAPOSA DE ASILO

Quinta-Feira – 21:00

Em 1968, negando qualquer vínculo institucional, Fernand Deligny (1913-1996) funda no sul da França uma rede de apoio a crianças autistas. Contra a abordagem subjetiva da psicanálise, ele propõe ver o espaço, os gestos e a vida de acordo com o que ele chama de ponto de vista dessas crianças, que respondem a outras leis de percepção que não as nossas.

Nos dias 1o e 3 de outubro, conferências apresentam uma reflexão sobre o trabalho realizado pelo pesquisador. Sandra Alvarez de Toledo – fundadora da editora L’Arachnéen, que publicou a obra do teórico – comanda as discussões do dia 1o. Já no dia 3, o professor da Universidade Paris 8 Marlon Miguel, com Noelle Resende – coordenadora do grupo de pesquisa Saúde Mental e Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) –, realiza outro encontro também pautado nas descobertas e nos métodos de Deligny.

Piso -2 – 100 lugares

Gratuito – ingressos distribuídos com meia hora de antecedência [classificação indicativa: 16 anos]

PARTICIPANTES

Sandra Alvarez de Toledo

02

Out/15

/EXIBIÇÃO DE FILMES – PROJETO N

Sexta-Feira – 14:00

(Projet N, Alain Cazuc, 1979 | França)

O documentário descreve com precisão os métodos utilizados por Fernand Deligny no cuidado com crianças autistas. Aborda conceitos como as linhas de errância, que registram a relação de crianças autistas com o mundo.

Sala Vermelha – 70 lugares

Gratuito – distribuição de ingressos por ordem de chegada

[livre para todos os públicos]

[Não haverá retirada de ingressos. A entrada está sujeita à lotação da sala.]

02

Out/15

/EXIBIÇÃO DE FILMES – RICOCHETES DE O MÍNIMO GESTO

Sexta-Feira – 15:00

(Ricochets du Moindre Geste, Jean-Pierre Daniel, 2007 | França)

Trinta e seis anos depois das filmagens de O Mínimo Gesto (1971) – que trata da história do jovem autista Yves –, o personagem central, agora adulto, redescobre o filme que protagonizou e observa a progressão de seu desenvolvimento durante as gravações.

Sala Vermelha – 70 lugares

Gratuito – distribuição de ingressos por ordem de chegada

[livre para todos os públicos]

[Não haverá retirada de ingressos. A entrada está sujeita à lotação da sala.]

02

Out/15

/EXIBIÇÃO DE FILMES – ESSE GAROTO (2º DIA)

Sexta-Feira – 17:00

(Ce Gamin, là, Renaud Victor, 1976 | França)

O documentário poético realizado por Renaud Victor foi lançado em 1976 e registra o dia a dia de Ianmari, uma criança autista.

Sala Vermelha – 70 lugares

Gratuito – distribuição de ingressos por ordem de chegada

[livre para todos os públicos]

[Não haverá retirada de ingressos. A entrada está sujeita à lotação da sala.]

03

Out/15

/EXIBIÇÃO DE FILMES – O MÍNIMO GESTO (2º DIA)

Sábado – 14:00

(Le Moindre Geste, Fernand Deligny, Josée Manenti e Jean-Pierre Daniel, 1971 | França)

O filme trata da história de Yves, paciente do educador Fernand Deligny – conhecido por utilizar métodos psiquiátricos pouco ortodoxos. Rodado nas montanhas de Cévennes (França), o longa conta como o garoto e seu amigo Richard fogem da instituição em que vivem e como interagem com as pessoas que encontram pelo caminho.

Sala Vermelha – 70 lugares

Gratuito – distribuição de ingressos por ordem de chegada

[livre para todos os públicos]

[Não haverá retirada de ingressos. A entrada está sujeita à lotação da sala.]

03

Out/15

/CONFERÊNCIA – FERNAND DELIGNY E O GESTO DA ESCRITA: ESCRITA-TRAÇAR, TERRITÓRIO COMUM E INICIATIVA POPULAR

Sábado – 16:00

Em 1968, negando qualquer vínculo institucional, Fernand Deligny (1913-1996) funda no sul da França uma rede de apoio a crianças autistas. Contra a abordagem subjetiva da psicanálise, ele propõe ver o espaço, os gestos e a vida de acordo com o que ele chama de ponto de vista dessas crianças, que respondem a outras leis de percepção que não as nossas.

Nos dias 1o e 3 de outubro, conferências apresentam uma reflexão sobre o trabalho realizado pelo pesquisador. Sandra Alvarez de Toledo – fundadora da editora L’Arachnéen, que publicou a obra do teórico – comanda as discussões do dia 1o. Já no dia 3, o professor da Universidade Paris 8 Marlon Miguel, com Noelle Resende – coordenadora do grupo de pesquisa Saúde Mental e Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) –, realiza outro encontro também pautado nas descobertas e nos métodos de Deligny.

Piso -2 – 100 lugares

duração: 120 minutos

Gratuito – ingressos distribuídos com meia hora de antecedência[classificação indicativa: 16 anos]

Mais informações.

http://novo.itaucultural.org.br/programe-se/agenda/evento/acampamento-provisorio-i-no-ic/

Programação da Tarrafa literária…ENTRETANTOS Juliano Pessanha estará dia 24/9. Abaixo novamente o vídeo “O Trem, o Entre e o Paradiso Terrestre” de Juliano com a Cia. Teatral Ueinzz

TARAFA LIT PROGRAMAÇÃO 2015

 

 

 

 

Estamos hoje, quase todos nós, confinados dentro de um trem que corre para frente em velocidade cada vez mais acelerada e vertiginosa. Impossível procurar pelo maquinista a fim de controlar o curso ou deliberar acerca da rota do trem. Nos últimos 50 anos, já não há mais maquinista e o trem avança sozinho como um míssil de alcance ilimitado. Afirmar que a meta desse trem é encontrar a explosão e a catástrofe “reais” encobre a experiência mais sutil e mais decisiva de que a catástrofe já se instalou, pois o brilho e o rosto da intensidade humana já não podem florescer nem circular na ambiência e na arquitetura das cabines situadas no interior do trem. O homem que compreendeu a raiz da sua dor após ter sofrido em si mesmo e em seu próprio corpo o apagamento do brilho e a aniquilação da intensidade torna-se uma espécie de artista e, quer ele escreva, quer ele não escreva, a simplicidade de sua tarefa se resume em transitar no interior do trem e, em todas as cabines e compartimentos, perguntar a cada um que encontra: “Você não tem saudade de ir para o lugar fora do trem?” “De quão longe você vem?” “Quando você era ainda uma criança, em que espaço você estava?” “Você não gostaria de rememorar como eram as coisas antes do ponto de embarque?” Estas quatro perguntas-gêmeas abrigam toda a “força” da arte e são perguntas proferidas na direção contrária à da multidão de artistas que apenas decoram as cabines do trem com imagens mortas e textos competentes. (…)”

Alma não tem cor. Cê conhece tudo, cê conhece o reggae Cê conhece tudo né, cê só não se conhece. Alma não tem cor Porque eu sou jorge mautner

Alma não tem cor

Karnak

Alma não tem cor

Porque eu sou branco

Alma não tem cor

Porque eu sou negro

Branquinho, neguinho

Branco, negon

Alma não tem cor

Porque eu sou branco

Alma não tem cor

Karnak

Alma não tem cor

Porque eu sou branco

Alma não tem cor

Porque eu sou negro

Branquinho, neguinho

Branco, negon

Alma não tem cor

Porque eu sou branco

Alma não tem cor

Porque eu sou jorge mautner

Percebam que a alma não tem cor

Ela écolorida

Ela é multicolor

Azul, amarelo, verde, verdinho, marrom

Cê conhece tudo, cê conhece o reggae

Cê conhece tudo né, cê só não se conhece

Alma não tem cor

Porque eu sou branco

Alma não tem cor

Porque eu sou negro

Branquinho, neguinho

Branco, negon

Alma não tem cor

Porque eu sou branco

Alma não tem cor

Porque eu sou jorge mautner

Percebam que a alma não tem cor

Ela écolorida

Ela é multicolor

Azul, amarelo, verde, verdinho, marrom

Cê conhece tudo, cê conhece o reggae

Cê conhece tudo né, cê só não se conhece

Percebam que a alma não tem cor

Ela écolorida

Ela é multicolor

Azul, amarelo, verde, verdinho, marrom

Cê conhece tudo, cê conhece o reggae

Cê conhece tudo né, cê só não se conhece

Alma não tem cor

Porque eu sou branco

Alma não tem cor

Porque eu sou negro

Branquinho, neguinho

Branco, negon

Alma não tem cor

Porque eu sou branco

Alma não tem cor

Porque eu sou jorge mautner

Percebam que a alma não tem cor

Ela écolorida

Ela é multicolor

Azul, amarelo, verde, verdinho, marrom

Cê conhece tudo, cê conhece o reggae

Cê conhece tudo né, cê só não se conhece