O pior dos males é a ESPERANÇA, porque é ele que faz com que nós não enfrentemos todos os outros males.

Nietzsche em um aforismo acerca da esperança e a caixa de Pandora, diz que alguém abriu a caixa que os homens receberam e que de dentro saíram todos os males e todos apavorados fecharam a caixa e não viram que dentro da caixa ficou o pior dos males. Esse pior dos males é a esperança, porque é ele que faz com que nós não enfrentemos todos os outros males, porque estamos sempre esperando que as coisas um dia irão melhorar. “Pandora trouxe o vaso que continha os males e o abriu. Era o presente dos deuses aos homens, exteriormente um presente belo e sedutor, denominado “vaso da felicidade”. E todos os males, seres vivos alados, escaparam voando: desde então vagueiam e prejudicam os homens dia e noite. Um único mal ainda não saíra do recipiente; então seguindo a vontade de Zeus, Pandora repôs a tampa, e ele permaneceu dentro. O homem tem agora o vaso da felicidade, e pensa maravilhas do tesouro que nele possui; este se acha a sua disposição: ele o abre quando quer; pois não sabe que Pandora lhe trouxe o recipiente dos males, e para ele o mal que restou é o maior dos bens – é a esperança – Zeus quis que os homens por mais torturados que fossem pelos outros males, não rejeitassem a vida, mas continuassem a se deixar torturar. Para isso lhe deu a esperança: ela é na verdade o pior dos males, pois prolonga o suplício dos homens.” N

de outras copas ditas “europeias”

ZiZou

Z unir de vozes na tarde última.
I tálicos cantam a sua alegria,
n azistas dantes, fascistas toda via.
E stouros de vingança, contra a estirpe única
d aqueles ancestrais de adaga e túnica.
I nvicto Aníbal, cuja valentia
n ão hesitou ante Roma, que temia
e m combate, a fereza púnica.

Z ama foi a batalha, e o estrago
i mpôs rigores ao aziago
d estino dos homens-das-ondas.
A  arrogância, magnífica Cartago,
n ão esmagou a tua glória. E a redonda,
e m sonhos, brinca contigo ‒ Mago!

De Juan Sasturain, recriado em português por Damian Kraus,

Para Luiz B. L. Orlandi, 2006.

 

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Original em espanhol disponível in: http://www.pagina12.com.ar/diario/principal/index-2006-07-11.html

NOEL, ADONIRAN E A CRÍTICA AO MITO DO PROGRESSO, invenção do século XIX, que só traria benefícios e bem-estar, cabendo aos democratas lutar pela sua universalização. E porque o mito do progresso continua intocado, as forças de esquerda que assumem essa noção, progressistas, não o problematizam. Noel Rosa já sabia que ORDEM E PROGRESSO, sem o amor, despreza a própria lei de Augusto Conte e Adoniran suspeitava do “Pogréssio”. Ouça abaixo.