Giorgio Agamben: REQUIEM PARA OS ESTUDANTES. “Os professores que aceitam – como estão fazendo em massa –, submeter-se à nova ditadura telemática e realizar os seus cursos somente online são o perfeito equivalente dos docentes universitários (italianos – nota do IHU) que em 1931 juraram fidelidade ao regime fascista. Como aconteceu então, é provável que apenas quinze de cada mil se recusarão, mas certamente seus nomes serão lembrados ao lado daqueles quinze docentes que não juraram.”

Como havíamos previsto, as aulas universitárias realizar-se-ão online no próximo ano. Aquilo que para um observador atento era evidente, isto é, que a pretensa pandemia seria utilizada como pretexto para a difusão sempre mais pervasiva da tecnologia digital, realizou-se pontualmente.   Não nos interessa aqui a consequente transformação da didática, cujo elemento da presença física, sempre tão importante na relação entre estudantes... Continuar Lendo →

Roberto Esposito (que escreveu communitas e immunitas) : (…)estamos assistindo a uma politização da medicina, que se investe em tarefas de controle social que não competem a ela — o que explica as avaliações tão heterogêneas feitas por virologistas sobre a importância e natureza do coronavírus.Ambas tendências deformam a política em relação a seu perfil clássico. Isso também se deve ao fato de que seus objetivos não incluem mais indivíduos ou classes sociais, mas segmentos de população diferenciados por saúde, idade, sexo e até etnia.Mais uma vez, com respeito a preocupações certamente legítimas, é necessário não perder a noção de proporção. Me parece que o que acontece hoje na Itália, com a caótica e um tanto grotesca sobreposição de prerrogativas estatais e regionais, tem mais o caráter de uma decomposição dos poderes públicos que de uma dramática contenção totalitária.

Tratados a todo custoRoberto EspositoFonteshttps://antinomie.it/index.php/2020/02/28/curati-a-oltranza/https://medium.com/@rondnunes/tratados-a-todo-custo-de-roberto-esposito-5b74ab4cdacd(Tradução do texto publicado originalmente na revista Antinomie — em 28 de fevereirode 2020 — em resposta ao texto de Jean-Luc Nancy, por sua vez escrito em respostaao texto de Agamben)Ao ler este texto de Nancy encontro os traços que sempre o caracterizaram — emparticular uma generosidade intelectual que eu mesmo... Continuar Lendo →

COMUM E TORNAR-SE IMPERCEPTÍVEL.

[NOVAMENTE PUBLICADO] vidas imperceptíveis em tempos de empresa em nós, triunfalismo e sucesso. São tempos em que somos convocados a estar em alta intensidade, evidência, a ser pessoa muito importante e com mobilização para o sucesso. No contemporâneo se intensifica o desejo tirânico de visibilidade, de ser solicitado, financiado e triunfar; se não produzirmos demanda, ninguém... Continuar Lendo →

Suely Rolnik na UNR, Argentina, maio 2020

Em meio e dentro de uma pandemia que paira assombrando-nos mundialmente. De São Paulo, um dos nodos dramáticos desse instante da história humana planetária, em chave sul-americana. Com as exsudações neofascistas nos assolando à flor da pele, no dégradé e na degradação intensiva e extensiva das desigualdades. Nos encontra a tentativa de cartografar o tempo... Continuar Lendo →

RECOGNIÇÃO: “o senso comum tornado filosófico ou ciência.”(…) “encontrar não é reconhecer, é a própria prova do não-reconhecível, o que põe em xeque o mecanismo de recognição”[NOVAM ENTE PUBLICADO]

François Zourabichvili [1965-2006] [NOVAMENTE PUBLICADO] como diz Descartes do pedaço de cera, supõe: “o mesmo que vejo, que toco, que imagino e, enfim, é o mesmo que sempre acreditei ter estado no começo”. (…) Simultaneamente a recognição exige, pois, o principio subjetivo da colaboração das faculdades para “todo mundo”, isto é, um senso comum (…)... Continuar Lendo →

Continuamos achando que estamos em um mundo que não existe mais. Como conceber as Ciências Humanas após a morte do Homem? Em que medida o controle transforma a própria maneira como concebemos a chamada “psiquê humana”? [NOVAMENTE PUBLICADO]

https://laboratoriodesensibilidades.wordpress.com/2016/08/14/continuamos-achando-que-estamos-em-um-mundo-que-nao-existe-mais-como-conceber-as-ciencias-humanas-apos-a-morte-do-homem-em-que-medida-o-controle-transforma-a-propria-maneira-como-concebemos-a-psique/

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