“Passionnément” de Ghérasim Luca que cria uma outra língua no interior da língua, a linguagem inteira tende para um limite “assintático”, “agramatical”, ou que se comunica com seu próprio fora. Gherasim Luca é um grande poeta entre os grandes: inventou uma gagueira prodigiosa, a sua. Aconteceu de ele fazer leituras públicas de seus poemas; duzentas pessoas, e, no entanto, era um acontecimento, um acontecimento que passará por essas duzentas pessoas, e que não pertence a nenhuma escola ou movimento. As coisas nunca se passam lá onde se acredita, nem pelos caminhos que se acredita.Veja o vídeo com Luca e saiba mais abaixo:

Pequeno e incompleto glossário para acompanhar “Passionnément”

pas – não, passo, pegada, [pas de porte = soleira da porta]

le faux pas – o passo em falso, não lhe é necessário [il ne le faut pas]

mauve – malva, violeta claro

mauvais pas – mal passo

papa – papai

il passe – ele passa

il pas – ele não (?)

il passe le pas du pas du pape – ele passa a soleira do não do papa, ele passa o não da soleira do papa (?)

passe – passe (mágica), situação, local de passagem, relação sexual (maison de passe = casa de prostituição), passe (no sentido de jogada, como em português),

le sur – o sul (soa como sûr = seguro)

sur – azedo

pissez sur le pape sur papa sur le sur la [= lá] sur – urinem sobre o papa sobre papai seguro o seguro ali seguro (?)

la pipe – o cachimbo

pissez en masse – urinem em massa

la basse – a baixa (?)

passiobasson = passio-bas-son = paix-baixa-ão (?)

le basson – fagote (música), = le bas son (o som baixo)

ne dominez pas – não dominem

d’or – de ouro, = d’ores (desde agora)

c’est dommage – é pena

vos pas[sions] dévorants (?)

rats – ratos

ration – ração [mas joga com rationnel = racional]

ragoût — guisado

avant-goùt – antegosto

phénakisticope – aparelho formado de dois discos, que dá a ilusão de movimento pela persistência das imagens na retina (ancestral do cinema)

poux – plural de pou = piolho

degoût – repugnância, aversão, repulsa, desgosto

degât – dano, estrago, aborrecimento

né – nascido

crachez – cuspam, escarrem

neige – neve

nage – nado

jetez – joguem

jeu – jogo

émerger – emergir, surgir

émersion – emersão

Passionnément

Ghérasim Luca

pas pas paspaspas pas

pasppas ppas pas paspas

le pas pas le faux pas le pas

paspaspas le pas le mau

le mauve le mauvais pas

paspas pas le pas le papa

le mauvais papa le mauve le pas

paspas passe paspaspasse

passe passe il passe il pas pas

il passe le pas du pas du pape

du pape sur le pape du pas du passe

passepasse passi le sur le

le pas le passi passi passi pissez sur

le pape sur papa sur le sur la sur

la pipe du papa du pape pissez en masse

passe passe passi passepassi la passe

la basse passi passepassi la

passio passiobasson le bas

le pas passion le basson et

et pas le basso do pas

paspas do passe passiopassion do

ne do ne domi ne passi ne dominez pas

ne dominez pas vos passions passives ne

ne domino vos passio vos vos

ssis vos passio ne dodo vos

vos dominos d’or

c’est domdommage do dodor

do pas pas ne domi

pas paspasse passio

vos pas ne do ne do ne dominez pas

vos passes passions vos pas vos

vos pas dévo dévorants ne do

ne dominez pas vos rats

pas vos rats

ne do dévorants ne do ne dominez pas

vos rats vos rations vos rats rations ne ne

ne dominez pas vos passions rations vos

ne dominez pas vos ne vos ne do do

minez minez vos nations ni mais do

minez ne do ne mi pas pas vos rats

vos passionnantes rations de rats de pas

pas passe passio minez pas

minez pas vos passions vos

vos rationnants ragoûts de rats dévo

dévorez-les dévo dédo do domi

dominez pas cet a cet avant-goût

de ragoût de pas de passe de

passi de pasigraphie gra phiphie

graphie phie de phie

phiphie phéna phénakiki

phénakisti coco

phénakisticope phiphie

phopho phiphie photo do do

dominez do photo mimez phiphie

photomicrographiez vos goûts

ces poux chorégraphiques phiphie

de vos dégoûts de vos dégâts pas

pas ça passio passion de ga

coco kistico ga les dégâts pas

le pas pas passiopas passion

passion passioné né né

il est né de la né

de la néga ga de la néga

de la négation passion gra cra

crachez cra crachez sur vos nations cra

de la neige il est il est né

passioné né il est né

à la nage à la rage il

est né à la né à la nécronage cra rage il

il est né de la né de la néga

néga ga cra crachez de la né

de la ga pas néga négation passion

passionné nez pasionném je

je t’ai je t’aime je

je je jet je t’ai jetez

je t’aime passionném t’aime

je t’aime je je jeu passion j’aime

passionné éé ém émer

émerger aimer je je j’aime

émer émerger é é pas

passi passi éééé ém

éme émersion passion

passionné é je

je t’ai je t’aime je t’aime

passe passio ô passio

passio ô ma gr

ma gra cra crachez sur les rations

ma grande ma gra ma té

ma té ma gra

ma grande ma té

ma terrible passion passionnée

je t’ai je terri terrible passio je

je je t’aime

je t’aime je t’ai je

t’aime aime aime je t’aime

passionné é aime je

t’aime passioném

je t’aime

passionnément aimante je

t’aime je t’aime passionnément

je t’ai je t’aime passionné né

je t’aime passionné

je t’aime passionnément je t’aime

je t’aime passio passionnément

Nos passos de Gherasim Luca

 Mariano Fiszman

Espalhadas sobre uma mesa sem pés, as três ou quatro imagens que ajudariam a apresentar Gherasim Luca, poeta, se obstinam em não apresentar qualquer ordem. Ali estão sua poesia, cinqüenta anos de trabalho, “somos 50 poemas”, e o próprio Luca, ao recitá-la, totalmente vestido de preto, sobre o fundo branco que não distingue paredes, chão e teto, como se fosse um outro signo. Ali estão Paris, a ferida do rio, o zero, a paixão por dizer ou não poder deixar de dizer e sua cabeça calva, e o rosto que corre atrás das palavras que acabam de brotar de sua boca. Só se sabe com certeza qual será a última, a da noite de sua morte. Tudo vai terminar na Île de Saint Louis, coração de Paris.

Primeiro no balcão de um dos obscuros bares da ilha, ao mesmo tempo bar e tabacaria, onde Luca escreve, até meia-noite, em uma carta: “este mundo no qual os poetas já não têm lugar”. Mais tarde, quando o frio, a garoa e a hora assegurarem que não haverá testemunhas, ou quando a espera, sob esses focos amarelados, seu facho de fumo no ar, tiver amadurecido, ou depois do ponto final em sua carta, ou simplesmente quando tiver caído o fruto da decisão, Luca vai se aproximar do parapeito da Pont Marie, sobre o Sena, e vai saltar. Estamos em 9 de fevereiro de 1994. Seu corpo aparece em 6 de março.

Gherasim Luca nasceu em Bucareste em 1913, instalando-se, no início dos anos 50, em Paris. Desde então, tal como seu compatriota Tzara e outros, produziu sua obra em francês. A O inventor do amor, publicado em Bucareste em 1945, segue-se, em 1953, Héros-limite. A temática e a escrita desses primeiros livros vão marcar toda sua obra. São os primeiros passos de um longo percurso circular ao redor de um ponto, ou melhor, de um buraco, de um estilo. O caminho é vacilante, insólito, cheio de desvios, paradas e reinícios, como o de um Molloy [personagem de Samuel Beckett]. Tal como ocorre com Beckett, Céline e Artaud, a poesia de Luca vai até o limite da língua: do transbordamento ao balbucio, para terminar em grito. Física, mais obscena que sensual, se adona da boca do leitor: poesia de língua, de saliva, de lábio.

Na língua considerada como um sistema em desequilíbrio, diz Deleuze, lendo Luca, “as disjunções se tornam, inclusas, inclusivas, e as conexões, reflexivas […]”. Cada palavra se divide, mas em si mesma (pas-rats, passions-rations) e se combina, mas consigo mesma (pas-passe-passion). É como se a língua inteira se pusesse em movimento, à direita e à esquerda, e balouçasse, para trás e para a frente: as duas gagueiras”. (Crítica e clínica, p. 125).

Os poemas de Luca trazem ecos de Tzara e Breton, de Artaud, de Raymond Roussel (“…sur un plat de compote de porc, sur le plan du compor, du comportement…”). Seu humor sempre está muito próximo do espanto e muito longe da graça. Nenhum deus. No máximo, aparecerá o Papa, entre “la pipe de papa” e “pissez en masse”. Em “Passionnément”, partindo das três primeiras letras: pas (passo-não), e depois de 104 versos gaguejantes, o poeta consegue pronunciar a frase “je t’aime passio passionnément”.

O mundo no qual o poeta tem lugar é sua língua. A arma de trabalho de Luca, seu instrumento musical, é um martelo de percussão. Com atenção, consegue-se ouvir o mundo entrando no poeta, e a morte na vida. A morte morta, a vida viva. Diz Deleuze: “quando se cria uma outra língua no interior da língua, a linguagem inteira tende para um limite “assintático”, “agramatical”, ou que se comunica com seu próprio fora” (Crítica e clínica, p. 9).

A língua

“Seu corpo leve deslizando entre meus lábios

é o fim do mundo?”

[…]

“Seja o que for é delicioso

algo (se) passa

é um erro

deslizando entre meus lábios

seu corpo leve”.

(“la fin du monde, de Paralipomenes)

“Minha língua chupa a contra-senha

sob o paladar de tua boca

minha língua desliza”

[…]

“Minha a-língua”.

(“Zero coup de feu”, de La proie s’ombre)

A língua parece um jogo de dados em movimento perpétuo. O sem-sentido está fora, no mundo. Em outro poema, “Le triple”, a letra isolada vale como palavra, por meio do fônico. A homofonia é uma chave dessa escrita. Em outro, “Comment s’en sortir sans sortir”, a pergunta “como sair desta/sem sair” fica resolvida ou, melhor, dissolvida, com os dois termos, aparentemente opostos, igualados por sua pronúncia (s’en sortir = sans sortir). Todas as palavras parecem surgir da mesma, como o ponto negro do dado que se multiplica em outros números. Entretanto, nesse ponto falta-lhe um buraco.

Héros-limite, texto fundamental da obra de Luca, está escrito em prosa. Ao longo de suas dez páginas aparecem muitos elementos temáticos que vão voltar em outros livros. Héros-limite é o relato da construção de 16 objetos. Está datado: “Eu digo eu eu jogo quinta sete de maio, mais, quer dizer, digo oh, digo dia e se, dia não noite digo, que sim hoje quinta sete de maio…”, e a construção desses objetos tem, para o narrador, à sua maneira, uma finalidade bem definida, lutar “[…] contra a morte ou, melhor, pela morte da morte ou […] por uma vida na vida”. “Temos feito, perfeito, perfeitamente feito e desfeito como desafio, como feito os, deixem-nos os 16 objetos, temos definido os 16 objetos da paz que nascerá, da penetrá, da penetração da vida universal e morte morte mordaz, da penetração unida universal”. “Os 16 objetos penetram a paz, a penetrante”.

A morte ou, melhor, a morte da morte, já era sua musa. Contra aqueles “… frios curiosos mentais que mentem diante da vida…”, carente de “virginal obscenidade”, e para os quais o mundo é “uma bola redonda, polida”, “sem fissuras”, “sem ter como penetrá-la”, contra os quais não encontram nada a violar nem perfurar, o narrador lança seu desafio, e se lança como um bólido contra “… o grande simbolismo místico do buraco, contra, contra o todo, contra todo o nada do todo, por nada, desse grande todo a perfurar”.

Faz assim: pega cento e oitenta e quatro placas metálicas de cobre, finas e flexíveis, retangulares, brilhantes. Em cada uma dessas folhas de metal, faz duzentos e oitenta e oito buracos. No total, cinqüenta e dois mil e novecentos e noventa e dois buracos. Com essas cento e oitenta e quatro folhas de cobre e com os cinqüenta e dois mil e novecentos e dois buracos constrói os 16 objetos. “Cada objeto poro porta o nome do número de buracos que têm servido, vida, vida, a vida, pela vida, contra a morte, por uma vida, vida, vida, por uma vida na vida, por, poro, porta o nome do número de buracos que têm servido para sua confecção”. Os nomes exatos desses objetos são:

I            4320

II           4896

III         4608

IV         4032

V           2880

VI         1152

VII        1728

VIII      1440

IX          2016

X            2304

XI          3168

XII        2592

XIII       5184

XIV       3456

XV         9216

XVI        0

“Nota: O zero, esse zênite redondo das cifras, sendo ele, sendo o zero da cifra do buraco absoluto, […] não foi construído como os outros, […] mas com todos os buracos do mim, do mundo, reunidos em um todo…”. “Ilha, ilha, este objeto é como uma ilha única, círculo, círculo infinito e único, ilha, ilha, e a única, o único objeto metafísico de minha coleção de buracos rodeados de um contorno metálico e, apesar de seu grande defeito […] falso de não ser nada, continua sendo o objeto pre, o objeto preferido de minha coleção”.

“O objeto pelado lado número 16 é um herói-limite”.

A pergunta pela morte e uma de suas formas, o suicídio, esteve sempre (“Como sair dessa sem sair”) ali. “A morte morta” relata sua vitória, o fracasso de cinco tentativas de suicídio: por estrangulação, com revólver, com faca, por envenenamento, e por asfixia. Depois da cada tentativa fracassada, algumas “anotações imediatas”. Já no poema, nós o vemos levar a mão à garganta, provavelmente para impedir a estrangulação, e observar:

“… faz como oito anos que não usava gravata”.

Em Héros-limite também aparece como suicida ressuscitado, “… a reconciliação entre suicidar-se e ser suicidado…”, “… sou o dado que jogam…”.

Cinqüenta anos depois dessas tentativas, a morte triunfa, a morta. Como Paul Celan em 1970, Luca vai se matar jogando-se no Sena. Ilha. Esta Île Saint Louis é a mesma pela qual caminhava Baudelaire, desalojado pela décima vez, guiando um carro com seus pertences? Ilha sem ele, segundo a máquina Luca, ilha sangue, ele sem ele ou ele sem sim: Île Saint Louis. Ilha única rodeada pela armadilha do rio, “… zero aberto como um colo, como uma faca, como uma faca infinita, afundado em um colo infinito, aberto como um buraco infinito, seu zero aberto como uma armadilha infinita sob o círculo dos buracos infinitos, golpeia o grande todo em pleno coração”.

Bibliografía incompleta:

“Héros-limite” Ed. Le soleil noir, 1953

“Le chant de la carpe” Ed. Le soleil noir, 1973

“Paralipomènes” Ed. Le soleil noir, 1976

“La proie s’ombre” Ed José Corti 1991

“L’inventeur de l’amour, suivi de la mort morte” Ed. José Corti, 1994

prefiro viver em um mundo em que as pessoas “esquecem, mas não perdoam” do que num mundo em que as pessoas “perdoam, mas não esquecem”

Existe uma frase que eu acho particularmente sinistra, terrível na nossa cultura que é: “Eu perdoo você, mas não esqueço. Eu posso perdoar, mas eu não posso esquecer”.É uma coisa que se diz muito, se diz em inglês..Na verdade é o princípio do perdão, nosso. A economia do perdão cristão. Perdoar mas não esquecer. Perdoar sempre, esquecer, jamais. O que eu acho absolutamente apavorante. O mundo indígena de certa maneira é um pouco o contrário. Não é que eles perdoam, eles esquecem, mas eles não perdoam..Quando eles lembram de novo, quando alguma coisa acontece que precisamente faz voltar a memória do mal que lhes fizeram, da vingança que eles tem que cumprir, volta tudo de novo. Mas em compensação, eles esquecem. Eu prefiro viver em um mundo em que as pessoas “esquecem, mas não perdoam” do que num mundo em que as pessoas “perdoam, mas não esquecem”, porque num mundo em que as pessoas “perdoam, mas não esquecem” você é prisioneiro eterno da memória dos outros.. Isso é terrível, sobretudo  se você é prisioneiro das pessoas que te perdoaram e não esquecem.. E não há nada pior do que ser perdoado e não ser esquecido. Acho que soma essa diferença, ela explica certas coisas muitas vezes meio surpreendentes no mundo indígena, que certas vezes estão muito bem, recebendo convidados numa festa e acontece uma briga, uma morte porque alguém lembrou que aquele cara matou..o..e ele não perdoa, ele tinha só esquecido. É gente alegre que tem a capacidade de esquecer..mas a gente, nós “humanos” não temos muito a capacidade de perdoar..como a gente sabe, essa coisa de perdoar e não esquecer é uma mentira..NEM PERDOU, NEM ESQUEÇO..Essa é uma das mentiras piedosas que nós contamos, Se tivesse perdoado, tinha esquecido..o esquecimento é mais importante que o perdão..o único perdão possível é o esquecimento..isso é algo que nós vamos ter muito tempo ainda para aprender..
E.V.C

ESTRÉIA JARDIM SECRETO

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Agenda do espetáculo “Jardim secreto”

Dia: 29/11

Local: Jardim Botânico ( Em caso de chuva torrencial ou tempestade a apresentação será cancelada e remarcada para outro dia)

Horário: 16h

Dia: 30/11

Local: Casa do sol ( Em caso de chuva torrencial ou tempestade a apresentação será cancelada e remarcada para outro dia)

Horário: 14H

Local: Emissário submarino ( Em caso de chuva torrencial ou tempestade a apresentação será cancelada e remarcada para outro dia)

Horário: 17h30

Dia: 13/12

Local: Cais Vila Mathias

Horário: 19h

Escolha seu local favorito!!!

Maiores informações: http://jardimsecretoblog.wordpress.com/

Outra aula aberta. Nesta sábado com Juliano Pessanha – Sloterdijk e o pensamento das Esferas

Aula aberta de

 

Juliano Garcia Pessanha

 

 

    Sloterdijk e o pensamento das Esferas

 

 

Sábado, dia 30 de novembro, às 15:00hs, no Centro Cultural B_arco, R Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426

Telefone:(11) 3081-6986

 

Entrada franca

 

Juliano Garcia Pessanha é um dos mais inspirados escritores da nova geração paulistana. Autor da surpreendente trilogia A sabedoria do nunca, A ignorância do sempre, A certeza   do agora, bem como de Instabilidade perpétua (Ateliê Editorial), transita com igual desenvoltura entre a prosa, a poesia e o ensaio. Seu pensamento busca relacionar-se com a filosofia sem abdicar da experiencia.

Michel Foucault e a verdade cínica aula aberta com Ernani Chaves

 Por ocasião do lançamento do seu novo livro,

 

                                   Aula aberta com

 

   Ernani Chaves

 

Michel Foucault e a verdade cínica

 

 

Dia 29 de novembro, sexta-feira próximaàs 19:30h

Auditório 239

PUC-SP, Campus Sede

R. Ministro Godoy, 969

Promovido pelo GT de Ética e Filosofia Política da Faculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes da PUC.

 

Entrada Franca

 

 

Ernani Chaves é Doutor em Filosofia (USP, 1993), com dois estágios de Pós-Doutorado na Alemanha (1998 e 2003). Em 2013, foi Pesquisador Associado na Universidade Técnica de Berlim (Alemanha). É Professor da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Pará, Pesquisador 1D do CNPQ e Coordenador do programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFPA. Seus interesses de pesquisa giram em torno de problemas relativos à Estética em Nietzsche, Walter Benjamin e Adorno, à Filosofia Política em Michel Foucault e às relações entre psicanálise e cultura. Publicou “Foucault e a psicanálise” (Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1988 e 2a. edição, em 2014, pela Autêntica, de Belo Horizonte) e “No Limiar do Moderno: estudos sobre Benjamin e Nietzsche” (Belém: Paka-Tatu, 2003), assim como artigos e capítulos de livros publicados no Brasil, na França, na Alemanha e na Itália. É tradutor de Nietzsche, Benjamin e Freud.