Multitude – Sesc

Entre abril e agosto, o projeto Multitude reúne diferentes atividades que têm como ponto de confluência o embate com o termo multidão. Artistas e pesquisadores, nacionais e internacionais, participam da exposição e de espetáculos, encontros e performances.

 

Programação


 

Apresentação do projeto

 

PDV15©BLENDA_azul“Pendente de Voto” de Roger Bernat

 

Multitude é um acontecimento de arte contemporânea, tendo como ponto de confluência o embate com o termo multidão desenvolvido por Antonio Negri e Michael Hardt desde a publicação de “O Império“ (2000) e que se desdobra em uma série de livros e discussões que renovam o entendimento dos movimentos sociais na atualidade.

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http://www.sescsp.org.br/multitude/sobre-o-projeto/

Ciclo de Pensamento Contemporâneo (próximas palestras)

 

O B_ARCO lança neste ano o Ciclo de Pensamento Contemporâneo, um programa de aulas e palestra sob a curadoria do filósofo Peter Pal Pelbart.

Sem pretensão de exaustividade, livre das amarras da academia, ao sabor das iniciativas que pipocam, das turbulências atuais, das mutações da sensibilidade, o ciclo se estenderá por um semestre em aulas abertas e gratuitas, lançando publicações que fazem diferença e colocando para circular o pensamento vivo, em vias de fazer-se.

Trata-se assim de renovar os problemas, multiplicar as perspectivas, diagnosticar os impasses atuais e forjar ferramentas conceituais que estejam à altura de nosso presente.

Confira a programação!

maio

Dia 31– sábado, das 15h às 17h30

Suely Rolnik – O inconsciente colonial

Lançamento do livro Geopolítica da cafetinagem (n-1 edições)

julho

Dia 19 – sábado, das 15h às 17h30

Kuniichi Uno – A gênese de um corpo desconhecido

Lançamento da 2a edição do livro A gênese de um corpo desconhecido (n-1 edições)

Palestrantes convidados

Suely Rolnik

Psicanalista, crítica de arte e de cultura e curadora, é Professora Titular da PUC-SP e membro do corpo docente do Programa de Estudios Independientes (PEI) no Museo d’Art Contemporani de Barcelona (MacBa). Realizou o projeto Arquivo para uma Obra-Acontecimento, 65 filmes em que busca tornar sensível a poética de Lygia Clark.  Foi uma das fundadoras da Rede Conceptualismos del Sur. Foi júri do Premio Casa das Américas (La Habana, 2014). Entre seus livros: Archivmanie / Archive Mania (dOCUMENTA 13, 2011), Anthropophagie Zombie (Paris, 2012), Cartografia Sentimental (São Paulo, 1998) e, em co-autoria com Félix Guattari, Micropolítica. Cartografias do desejo (SP, 1986; 11a ed. 2011), publicado em 7 países. Além de seus livros, é autora de mais de 200 ensaios publicados em vários idiomas. Exerce prática psicanalítica em consultório.

Kuniichi Uno

Um dos pensadores mais sutis e agudos no Japão contemporâneo. Viveu vários anos na França, onde foi aluno de Deleuze e com quem fez uma tese sobre Antonin Artaud. Amigo de toda uma geração de dançarinos do butô, como Hijikata Tatsumi e Tanaka Min, Uno relacionou a pesquisa artística desses autores com a produção literária francesa de Artaud e Jean Genet, bem como com a filosofia de Deleuze. Sua obra é uma meditação que repensa o contemporâneo na interface entre o Oriente e o Ocidente naquilo que ambos têm de mais ousado. É autor de A gênese de um corpo desconhecido, publicado pela n-1Edições. Traduziu para o japonês obras fundamentais de Deleuze, Artaud e Beckett.

 

Curadoria – Peter Pal Pelbart

Peter Pál Pelbart é estudioso da obra de Gilles Deleuze, de quem traduziu para o português ConversaçõesCrítica e Clínica e parte de Mil Platôs. Escreveu O tempo não-reconciliado(Perspectiva, 1998), Vida Capital, (Iluminuras, 2003) e, mais recentemente, O avesso do niilismo: Cartografias do esgotamento (2013, n-1 edições). É professor no Departamento de Filosofia e no Núcleo de Estudos da Subjetividade do Pós-Graduação em Psicologia Clínica da PUC-SP, membro da Cia Teatral Ueinzz e coeditor da n-1 edições.

 

b_arco

Rua Doutor Vírgilio de Carvalho Pinto, 426 | Pinheiros | CEP 05415-202 | São Paulo | SP

Informações. 11 3081.6986

fonte: http://barco.art.br/ciclo-pensamento-contemporaneo/

Multitude de 29 de maio a 14 de agosto | Sesc Pompeia

Multitude é um acontecimento de arte contemporânea tendo como ponto de confluência o embate com o termo multidão desenvolvido por Antonio Negri e Michael Hardt desde a publicação de “O Império“ (2000) e que se desdobra em uma série de livros e discussões que renovam o entendimento dos movimentos sociais na atualidade.

O evento reúne artistas e pensadores nacionais e internacionais em um projeto que contempla espetáculos, encontros, workshops, performances e exposição ao longo de três meses. A curadoria geral é da pesquisadora em artes cênicas Andrea Caruso Saturnino e do artista e pesquisador em novos meios Lucas Bambozzi.

Heterogênea, dispersa, complexa e multidirecional, a multidão vem gerando debate intenso nos campos da sociologia e ciência política, sendo tema também de uma diversidade de obras artísticas nos últimos anos. Protestos em praças públicas, movimentos ocuppy em grandes centros e as manifestações populares que desde junho de 2013 se proliferaram pelo Brasil estão se tornando foco de abordagem de trabalhos que incorporam essas questões em seus processos de criação.

O projeto enfatiza o conceito negriano de multidão, abordando formas de resistência ao poder instituído por parte dos mais diversos tipos de minorias – sociais, sexuais, raciais. Pensar a multidão é pensar a produção do comum, observando o comum como um conjunto de singularidades, identidades únicas que se afetam mutuamente, em um processo que reúne potencias mas também dissensos.

Montada na área de convivência do Sesc Pompeia, a exposição de arte é o centro do projeto Multitude, que abre com uma mostra de 20 obras em vários suportes e meios. Vídeos, filmes, fotografias, instalações, pinturas, performances e sistemas interativos que se referem direta ou indiretamente à multidão em várias localidades do mundo, mostram questões em comum, como apontam distinções culturais e singularidades que resistem a um mundo globalizado.

Reunimos artistas e pesquisadores que abordam a multidão de modo analogamente singular, propondo um campo de pensamento artístico que reverbera as tensões percebidas na sociedade, em diálogo com reflexões políticas, sociais e filosóficas. O conjunto de iniciativas previsto a partir do tema permite a formação uma rede que se expande com a participação de um público amplo, reunindo artivistas e ativistas em espaços que se ampliam e se cruzam entre ambientes físicos e online.

Em um modelo experimental de curadoria, após a abertura, uma equipe curatorial de plantão recebe artistas dos mais diversos circuitos que tenham trabalhos que se encaixem no conceito de multidão. A comissão seleciona novos trabalhos que são incorporados progressivamente ao conjunto inicial de obras. Essa curadoria funciona no formato de um atendimento público, buscando trazer trabalhos e propostas em consonância com o tema e que contribuam para o conjunto da mostra.

A curadoria de plantão é assim um mecanismo para viabilizar um diálogo simplificado e direto com artistas que queiram apresentar seus trabalhos, em um processo que pode fazer com que artistas que não conhecemos se aproximem.

Mesmo assim, qualquer seleção de trabalhos que trate deste tema não pode ter a pretensão de se bastar. Temos consciência de que sempre haverá muito mais — a ser descoberto, a ser visto, porvir.

Multitude envolve também apresentações cênicas e multimídia, sejam as pré-selecionadas pela comissão organizadora ou parte do processo de expansão da curadoria de plantão. Em proximidade com as obras da exposição, as performances podem ser realizadas em uma arena em meio ao espaço expositivo, ou mesmo entre os trabalhos expostos.

Um ciclo de encontros e conferências acontece entre a última semana de maio e a primeira semana de junho. Convidados de diferentes áreas, como artes, filosofia, ciências políticas e arquitetura, participam do projeto estimulando debates e promovendo ecos dos temas discutidos.

Com uma exposição a ser expandida, uma arena a ser ocupada, espaço no site para participações e comentários imediatos, propostas de encontros de vários tipos e dinâmicas, o projeto se caracteriza por uma maleabilidade que reflete o contexto atual, em busca por novos modelos ou sensibilidades para se entender e discutir o mundo que nos cerca.

Como bem afirma Negri, lá onde esbarramos nos limites, onde não enxergamos mais alternativas de modo prático, é justamente onde entra a criatividade, a arte –  que não tem como não ser revolucionária. Um ano após as manifestações de junho de 2013, em pleno período de questionamentos em torno da representatividade de nossos candidatos ou sobre as prioridades que mobilizam a copa do mundo, em face aos mecanismos de opressão civil cada vez mais reforçados, parece-nos pertinente exercitar nossa percepção, arejarmos as ideias, para seguirmos sempre atentos. Caberia dizer que Multitude sugere um “chamamento” para novas formas de entendimento de um contexto histórico.

Exposição de 29 de maio a 14 de agosto no SESC Pompeia

Programação completa [encontros, espetáculos e workshops] no site:

www.sescsp.org.br/multitude/

 

Jean Oury, chef de file de la psychothérapie institutionnelle, est mort. Par Elisabeth Roudinesco

Jean Oury, chef de file de la psychothérapie institutionnelle, est mort

Le Monde.fr | 16.05.2014 à 11h25 |Par Elisabeth Roudinesco

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Le psychiatre et psychanalyste français Jean Oury, internationalement connu pourêtre le chef de file de la psychothérapie institutionnelle française, est mort le 15 mai au soir, dans sa clinique de La Borde, à Cour-Cheverny (Loir-et-Cher), a annoncé son élève et ami Pierre Delion, professeur de pédopsychiatrie à Lille. Il a succombé à un cancer du pancréas.

La vie de Jean Oury, né le 5 mars 1924 à La Garenne-Colombes, tend à seconfondre avec son œuvre à la clinique de La Borde, un lieu qu’il avait fondé en 1953 et qu’il avait su maintenir en vie malgré toutes les difficultés.

ANALYSÉ PAR JACQUES LACAN

Jean Oury n’était pas le fondateur, mais l’héritier de la psychothérapie institutionnelle. Ce courant de la psychiatrie dont il était devenu l’incarnation la plus célèbre est fondé sur une approche globale de la folie reposant sur l’idée de causalité psychique de la maladie mentale en opposition aux thèses privilégiant des causes purement physico-chimiques. Il vise à réformer l’institution asilaire en privilégiant une relation dynamique entre soignants et patients dans des lieux de soins dits « ouverts » sur le monde extérieur.

Le terme de psychothérapie institutionnelle a été employé pour la première fois en 1952 par Georges Daumezon. En France, cette approche, qui existait déjà ailleurs dans le monde, a pris son essor à partir de 1940, sous l’Occupation, à l’hôpital psychiatrique de Saint-Alban (Lozère) où se retrouvèrent pêle-mêle des résistants, des malades mentaux, des réfugiés et des intellectuels de passage comme Paul Eluard ou Georges Canguilhem.

Jean Oury avait commencé sa carrière en 1947 comme interne en psychiatrie à l’hôpital de Saint-Alban. A La Borde, il avait notamment travaillé avec Félix Guattari, mort en 1992, qui avait pris en 1957 la direction administrative de la clinique. Membre de l’Ecole freudienne de Paris jusqu’à sa dissolution en 1980, Jean Oury était été analysé par Jacques Lacan pendant vingt ans. Son frère, Fernand Oury, mort en 1997, est le créateur du mouvement de la pédagogie institutionnelle.

 

 

  • Elisabeth Roudinesco 
    Journaliste au Monde