o criminoso só

O furto, estupro, rapto pútrido fétido, sequestro
O adjetivo esdrúxulo em U
Onde o cujo faz a curva
O cu do mundo, esse nosso sítio
O crime estupido, o criminoso só
Substantivo comum
O fruto espúrio reluz
A subsombra desumana dos linchadores

O furto, estupro, rapto pútrido fétido, sequestro
O adjetivo esdrúxulo em U
Onde o cujo faz a curva
O cu do mundo, esse nosso sítio
O crime estupido, o criminoso só
Substantivo comum
O fruto espúrio reluz
A subsombra desumana dos linchadores

A mais triste nação
Na época mais podre
Compõe-se de possíveis
Grupos de linchadores
Shh!

O furto, estupro, rapto pútrido fétido, sequestro
O adjetivo esdrúxulo em U
O crime estupido, o criminoso só
Onde o cujo faz a curva
O cu do mundo, esse nosso sítio
O crime estúpido curto
Curto
Curto

Onde o cujo faz a curva
O cu do mundo, esse nosso sítio
Onde o cujo faz a curva
O cu do mundo, esse nosso sítio
Shh!

Seminário de Pesquisa – O problema das flutuações no campo da Educação de Luiz Orlandi

Seminário de Pesquisa – O problema das flutuações no campo da Educação de Luiz Orlandi

Tipo: Seminário
Data:

17/12/2018 – 14:30 a 17:30
Período de inscrições:

30/11/2018 – 10:00 a 17/12/2018 – 14:30
Local:

Salão Nobre (Prédio Principal, 1º andar, Bloco E)
Convidados:

  • Luiz Benedicto Lacerda Orlandi (IFCH/Unicamp)
  • Fernando Bonadia de Oliveira (UFRRJ)
  • Gláucia Figueiredo (UnB)
  • Lavínia Lopes Salomão Magiolino (FE/Unicamp)
Responsáveis:

Lavínia Lopes Salomão Magiolino (FE/Unicamp)
Realização:

Grupo de Estudos de Pedagogia (GEPED)

“O pedagogo é um leigo em sua própria matéria”?

“A provocação aparece em artigo assinado no final do ano de 1968 por Luiz Benedicto Lacerda Orlandi, formado em Pedagogia pela Universidade Estadual Paulista, então funcionário do Colégio Vocacional de São Paulo e futuro professor de Filosofia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O pensamento exposto no artigo, publicado em três versões, exprime uma inquietação que perdura ao longo dos anos: a pesquisa em educação flutua continuamente entre diversos núcleos teóricos e práticos (da psicologogia, da sociologia, da economia, da administração), mas nenhum deles é suficiente para abarcar a natureza múltipla da própria educação.

Neste livro, professores e pesquisadores da área, como Dermeval Saviani e Jorge Nagle, se dispuseram a pensar o problema educacional a partir das provocações de Luiz Orlandi. Cinquenta anos depois, as mesmas questões são novamente agitadas em diferentes perspectivas, explicitando não só o significado dos modismos da educação, mas também dos modelos educacionais acriticamente assimilados e das necessidades político-econômicas a que os pesquisadores da área da Educação são constrangidos a atender. ” (Trechos da sinopse do livro)

Informações e inscrição: https://www.fe.unicamp.br/eventos/agenda-de-eventos/seminario-de-pesquisa-o-problema-das-flutuacoes-no-campo-da-educacao-de?fbclid=IwAR0L11k9Is1VCdTbtFDknQstrq0h4jAAkBjZKveEq_OlKu2AoNtBhIWRvwQ

Dane-se o desenvolvimento!Eduardo Viveiros de Castro em 2009.

“um projeto hegemônico dentro do governo, baseado na soja, na industrialização, em um projeto que quer transformar o Brasil nos eua do século XXI. O Brasil que quer ser os eua quando crescer, que quer transformar seu interior inteiro numa espécie de Iowa ou Idaho, plantado de cabo a rabo de soja ou de cana e mamona para biodiesel. E a costa do país se tornará uma espécie de Florida, Miami, Bangkok, um puteiro à beira-mar, com gângsteres bem cariocas também, para dar uma cor local. Ou seja, o Rio de Janeiro. Esse é o projeto nacional-popular: “tragam a poluição”, “vamos industrializar”, ”viva o agronegócio”; e nas horas vagas, “vamos valorizar o folclore nacional”. “Folclore e energia”; para lembrar a famosa frase de Lênin: “O comunismo é sovietes mais eletricidade”. Pena que uma ministra – Dilma Roussef – que jurava por essa cartilha anos atrás hoje tenha escolhido só a eletricidade mesmo, afinal, esqueçamos essa bobagem de sovietes. Que pena.

OU SEJA, INDUSTRIALIZAÇÃO A QUALQUER PREÇO…

Esse é o modelo Zé Dirceu. Agora a gente vê que, na verdade, muito do pessoal que lutou contra a ditadura estava querendo exatamente a mesma coisa que os militares. Eles se entendiam. A questão era apenas saber quem iria mandar. Mas tratava-se de fazer a mesma coisa: desenvolver o país. Pessoalmente, digo: dane-se o desenvolvimento.”