por um capitão ninguém

“(…) Pois bem! Eu, Capitão Nemo, a 21 de março de 1868, cheguei ao Pólo Sul, aos noventa graus, e tomo posse desta zona do globo terrestre, equivalente à sexta parte dos continentes conhecidos.

‒ Em nome de quem, capitão?

‒ Em meu nome, senhor professor!

Dito isto, o Capitão Nemo desfraldou uma bandeira negra com um N gravado no tecido. Depois, virando-se para o sol, cujos últimos raios brilhavam no horizonte, falou:

‒ Adeus, sol! Desaparece, astro radioso! Esconda-se nesse mar livre e deixe uma noite de seis meses estender as suas sombras sobre o meu novo domínio!”

 

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Extrato e gravura de 20 mil léguas submarinas, de Jules Verne. Edição definitiva, Rio de Janeiro: Zahar, 2011;