Reativado o site do Núcleo de Estudos da Subjetividade (PUC-SP), vale a pena conferir!

http://nucleodesubjetividade.net

“O Núcleo de Estudos e Pesquisas da Subjetividade, vinculado ao programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica da PUC-SP, vem desenvolvendo um trabalho em torno da questão da subjetividade, seus processos de formação e seus impasses, especialmente no contemporâneo. Embora variem significativamente as direções de pesquisa, três aspectos as aproximam: a transdisciplinaridade; a opção por autores que abordem a subjetividade fora do âmbito da identidade e da representação; o interesse por repensar as práticas clínicas em função destas indagações. As atividades do Núcleo, coordenadas pelo corpo docente fixo e pesquisadores convidados, são abertas a pós-graduandos em geral e a não-universitários interessados em participar deste debate.” (Retirado do site)

 

nucleodesubjetividade.net

DICA do L.S – NEGUINHO – “Neguinho que eu falo é nós” (do último disco da Gal com músicas do Caetano)

Neguinho

Gal Costa

Neguinho não lê, neguinho não vê, não crê, pra quê
Neguinho nem quer saber
O que afinal define a vida de neguinho

Neguinho compra o jornal, neguinho fura o sinal
Nem bem nem mal, prazer
Votou, chorou, gozou: o que importa, neguinho?

Rei, rei, neguinho rei
Sim, sei: neguinho
Rei, rei, neguinho é rei
Sei não, neguinho

Se o nego acha que é difícil, fácil, tocar bem esse país
Só pensa em se dar bem – neguinho também se acha
Neguinho compra 3 TVs de plasma, um carro GPS e acha que é feliz
Neguinho também só quer saber de filme em shopping

Rei, rei, neguinho rei
Sim, sei: neguinho
Rei, rei, neguinho é rei
Sei não, neguinho

Se o mar do Rio tá gelado
Só se vê neguinho entrar e sair correndo azul
Já na Bahia nego fica den’dum útero
Neguinho vai pra Europa, States, Disney e volta cheio de si
Neguinho cata lixo no Jardim Gramacho

Neguinho quer justiça e harmonia para se possível todo mundo
Mas a neurose de neguinho vem e estraga tudo
Nego abre banco, igreja, sauna, escola
Nego abre os braços e a voz
Talvez seja sua vez:
Neguinho que eu falo é nós

Rei, rei, neguinho rei
Sim, sei: neguinho
Rei, rei, neguinho é rei
Sei não, neguinho

 

 

Outra dica de livros – A ESTANTE..Laymert Garcia dos Santos

estante

Laymert Garcia dos Santos

1. “Oeuvres complètes” (Obras Completas), do Comte de Lautréamont (Paris, José Corti, 1984) – Poesia do instinto e do inconsciente.

2. “Religion and Nothingness” (Religião e o Nada) , de Keiji Nishitani (Berkeley, University of California Press, 1983. Tradução com introdução de Jan van Bragt. Prefácio de Winston L. King) – A moderna filosofia do Ocidente repensada por um grande filósofo budista japonês.

3. “O Capital”, de Karl Marx – Porque, mais do que nunca, é um livro incontornável para entender a sociedade em que vivemos.

4. “Assim Falava Zaratustra”, de Friedrich Nietzsche – Para saber quem somos e quem nos tornamos.

5. “Viroid Life – Perspectives on Nietzsche and the Transhuman Condition” (Vida Virótica – Perspectivas sobre Nietzsche e a Condição Transumana , de Keith Ansell Pearson (London & N. York, Routledge, 1997) – A filosofia depois da “virada cibernética” e da biotecnologia.

6. “L’Anti-Oedipe” e “Mille Plateaux” – “Capitalisme et Schizophrénie I e II” (O Anti-Édipo e Mil Platôs – Capitalismo e Esquizofrenia I e II), de Gilles Deleuze e Félix Guattari (Paris, Minuit, 1972 e 1980) – O pensamento do devir e do acontecimento.

7. “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa (Rio de Janeiro, Liv. José Olympio, 1970, 7a. ed.) – Indispensável quando se é brasileiro.

8. Toda a obra do dramaturgo alemão Heiner Müller, principalmente “La Mission” (Paris, Minuit, 1982, trad. de Jean Jourdheuil e Heinz Schwarzinger) e “O Anjo do Desespero – Poemas” (Lisboa, Relógio d’Água, 1997, trad., posfácio e notas de João Barrento) – Todas as grandes questões históricas que nos dilaceram tratadas com a grandeza da tragédia.

9.”Modest_Witness@Second_Millennium.FemaleMan(c)_Meets_Oncomouse(TM) – Feminism and Technoscience”, de Donna Haraway (New York & London, Routledge, 1997) – Descobrindo que a tecnociência nos considera cyborgs, Haraway busca pensar o(a) cyborg de oposição.

10. “Du Mode d’Existence des Objets Techniques” (Do Modo de Existência dos Objetos Técnicos), de Gilbert Simondon (Paris, Aubier-Montaigne, 1969) – O grande filósofo das técnicas pensa o conceito de informação no plano da realidade pré-individual que perpassa o objeto inanimado, o ser vivo e o objeto técnico.

Laymert Garcia dos Santos
É professor do departamento de sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas e organizador de “Drucksache N.F.6” (Richter Verlag), editado em português e alemão.