sobre o par autoestima-resiliência

“Assim como o nefasto termo ‘autoestima’ revela de forma privilegiada as exigências supegoicas do modo de produção da subjetividade neoliberal, a palavra ‘resiliência’ a completa. Essa palavra famosa não é de modo algum um elogio à coragem implicada no desejo, e sim uma demanda de submissão despolitizada ao mandado que diz: façam o que fizerem com você, aguente que nós vamos te premiar, e faremos disso uma qualidade que te designe. É uma palavra feita à medida exata do novo capitalismo, que exige que por mais abstrata e obscura que seja a força que sempre pede mais, a virtude habita em quem se submeter a ela. O par autoestima-resiliência joga ao uníssono e serve à voracidade superegoica do neoliberalismo. O que evoca e torna indispensável a precisa indicação de Gramsci, quando pedia para não confundir jamais otimismo com entusiasmo.”

Jorge Alemán

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