Rio-me dos fracos que se sentem bons porque tem as mãos aleijadas, eles se pensam bons, mas é porque eles não podem nem fazer mal aos outros, então são bons. Transformam sua fraqueza em bondade porque se comportam como carneiros e tratam como maus as aves de rapina.

 

O VERME CORTADO PERDOA O ARADO.

William Blake

 

MESMO OS QUE PENSAM SER BONS MUITAS VEZES SÃO FRACOS E COMPLACENTES

Duque de LaRochefoucauld

 

Nietzsche considera o homem moderno fraco, esse amolecimento do homem moderno seria justamente isso, a transformação, digamos do leão que pode nos habitar, em animal doméstico. Ele diz que o leão de circo não é o leão que aprendeu a ser bom, o leão de circo é o leão que saiu alquebrado, aprendeu a ser um leão bonzinho a força de pancadas. Nietzsche jamais propôs uma utopia da realização do homem. Há um certo elogio da crueldade, que é uma coisa, digamos que, a burguesia que o capitalismo faz questão de esconder embora ela esteja presente na nossa vida cotidiana. Isso está exposto na Genealogia da Moral.

Algumas frases sobre a crueldade:

 

A crueldade consistia ou constituía o grande prazer festivo da humanidade antiga, era o ingrediente de quase todas as sua alegrias, “sem crueldade não há festa” é o que ensina a mais antiga e mais longa história.

 

E esta aqui é maravilhosa:

 

“nos tempos em que a humanidade ainda não tinha vergonha da sua crueldade, a vida era mais feliz”.

 

Ou então:

 

“hoje, quando não se cessa de apontar o sofrimento como principal argumento contra a existência; se há sofrimento a vida é castigo, então é preciso que haja uma outra vida para nos redimir”.

 

Nietzsche é um filósofo do sofrimento, no sentido de que uma das ideias da sua filosofia é a diferença entre tristeza e sofrimento e uma tentativa de poder conjugar sofrimento e alegria. E ele diz, por exemplo, neste livro:

 

Já que não podemos acabar com o “sofrimento objetivo”, pelo menos acabemos com o “sofrimento subjetivo”, aquele sofrimento que a gente mesmo se dá, introjetando e chafurdando na dor.

 

E há uma frase maravilhosa desse livro, quando ele diz:

 

“ há mais sofrimento na noite de uma histérica culta do que em todos os animais que foram sacrificados pela ciência.”

 

E diz:

 

quando se aponta o sofrimento como o principal argumento contra a existência, seria bom se lembrar dos tempos em que se via no sofrimento um verdadeiro encorajamento a viver

 

R.M

 

 

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