Algumas marcas da literatura em Deleuze ou em Deleuze & Guattari

 

Autor/a Onde O quê Mostra
Artaud      
Beckett D12 Gaguejar, ser estrangeiro, em sua própria língua. “Os exemplos mais surpreendentes para mim: Kafka, Beckett, Gherasim Luca, Godard”.
  D40 Estar sempre no meio. “Os personagens de Beckett estão em perpétua involução, sempre no meio de um caminho, com o pé na estrada”.
Borges      
Burroughs D26 Pick-up vs. cut-up. Pick-up é uma gagueira. Ela só vale em oposição ao cut-up de Burroughs: nada de corte, nem de dobra e de rebatimento, mas de multiplicações, segundo dimensões crescentes”.
Carroll      
Céline D43 Escritura e velocidade. “Escrever deve produzir velocidade. O que não quer dizer escrever depressa. Seja Céline ou Paul Morand, que Céline admirava […], ou Miller: surpreendentes produções de velocidade.
cummings      
Fitzgerald D52 [referências também a Lawrence, Virginia Woolf, Kerouac]. Linha de fuga sem autodestruição. “Como fazer para que a linha de fuga não se confunda com um puro e simples movimento de autodestruição, alcoolismo de Fitzgeral, desencorajamento de Lawerence, suicídio de Virginia Woolf, triste fim de Kerouac?”.
  D58 Linha de fuga “O que Fitzgerald chamava de verdadeira ruptura: a linha de fuga, não a viagem nos mares do Sul, mas a aquisição de uma clandestinidade […].
  D147 Linhas de segmentaridade “Em uma admirável novela, Fitzgerald explica que uma vida anda sempre em vários ritmos, em várias velocidades. […] Fitzgeral chama isso de cortes, cada segmento marca ou pode marcar um corte. É um tipo de l inha, a linha segmentarizada, que nos concerne a todos, em determinada data, em determinado lugar”.
Hardy D53 Personagens como blocos de sensações. “Caso exemplar de Thomas Hardy: nele os personagens não são pessoas ou sujeitos, são coleções de sensações intensivas, cada um é uma coleção, um pacote, um bloco de sensações variáveis. […] Hardy invoca uma espécie de destino grego para esse mundo experimental empirista. Pacotes de sensações, indivíduos, correm pelo matagal como linha de fuga, ou linha de desterritorialização da terra”.
  D63-64 Linha de fuga, conjugação “Ou a frase-matagal, a linha-matagal de Thomas Hardy: não que o matagal seja o tema ou a matéria do romance, mas um fluxo de escritura moderna se conjuga com u mfluxo de matagal imemorial”.
Hölderlin D111 [ref. tb. a Kleist e Nietzsche] Escrita como forma harmoniosa vs. Escrita como coexistência de velocidades variáveis “Já era assim que a trindade Hölderlin – Kleist – Nietzsche concebia a escritura, a arte, e até mesmo uma nova política: não mais um desenvolvimento harmonioso da forma e uma formação bem regulada do sujeito, como queriam Goethe ou Schiller, ou Hegel, mas sucessões de catatonias e de precipitações, suspenses e flechas, coexistência de velocidades variáveis, blocos de devires, saltos por cima dos vazios, deslocamentos de um centro de gravidade, sobre uma linha abstrata, conjunções de linhas sobre um plano de imanência, um ‘processo estacionário’ com velocidade louca que libera partículas e afetos”.
James (Henry) D61 Experimentação vs. intepretação “Henry James, um dos que mais penetraram no devir-mulher da escritura, inventa uma heroína postal, tomada em um fluxo telegráfico que ela começa por dominar graças à sua ‘prodigiosa arte da intepretação’ […]. Mas de fragmento em fragmento se constrói uma experimentação viva onde a interpretação começa a fundir, onde já não há percepção nem saber, segredo nem adivinhações. […] A literatura inglesa ou americana são um processo de experimentação. Acabaram com a intepretação”.
Kafka D12 Gaguejar, ser estrangeiro, em sua própria língua. “Os exemplos mais surpreendentes para mim: Kafka, Beckett, Gherasim Luca, Godard”.
  D139 Agenciamento e regimes de signos “Tentamos descrevê-la [a carta de amor] e mostrar como ela funcionava, e em relação a quê, a propósito de Kafka – a primeira tarefa seria estudar os regimes de signos empregados por um autor, e quais os mistos que ele opera (componente generativo). Para ficar nos dois casos sumários que distinguimos, o regime significante despótico e o regime passional subjetivo, como eles se combinam em Kafka – o Castelo como centro despótico irradiante e, mas também como sucessão de Processos acabados em uma seqüência de cômodos contíguos”.
  D141 [ref. tb. a Masoch, Kleist, Sarraute] Regimes de signos e plano de consistência “O que é importante para nós em Kafka é, justamente, a maneira pela qual, através de todos regimes de signos que ele utiliza e pressente […], ele as faz fugir ou correr sobre um plano de consistência que é como o campo imanente do desejo, sempre inacabado, mas que jamais nem legifera, nem subjetiva”.
Kerouac D62 Sobriedade, pura linha “As frases de Kerouac são tão sóbrias quanto um desenho japonês, pura linha traçada por mão sem suporte, e que atravessa as épocas e os reinos. Era preciso um verdadeiro alcoólatra para atingir essa sobriedade”.
  D64 Escrever por amor “Não conhecemos livro de amor mais importante, mais insinuante, mais grandioso do que Subterrâneos, de Kerouac”.
Kleist D55 Traidor vs. trapaceiro “O mesmo tema [traição] aparecem em Pentesiléia, de Kleist: o pecado de Pentesiléia, ter escolhido Aquiles, quando a lei das Amazonas ordena não escolher o inimigo; o elemento demoníaco de Pentesiléia a leva para um devir-cadela […]”.
  D62 [referência tb. A Lawrence, Kafka, Carrol] Vida vs. obra “É preciso ouvri os críticos qualificados falarem dos fracassos de Kleist, das impotências de Lawrence, das puerilidades de Kafka, das meninas de Carrooll. É sempre na melhor intenção do mundo: a obra parecerá ainda maior, tornando a vida mais miserável. Não se corre o risco, assim, de ver a potência da vida que atravessa uma obra. Esmaga-se tudo de antemão”.
  D121 Agenciamento maquínico “O que define um agenciamento maquínico é o deslocamento de um centro de gravidade sobre uma linha abstrata. Como na marionete de Kleist, é esse deslocamento que engendra as linhas ou movimentos concretos”.
  D89 Escrita e velocidade “A escritura é feita de agitação motora e de catatonia: Kleist”.
  D165 Linha de fuga e máquina de guerra “Toda a obra de Kleist repousa sobre a seguinte constatação: já não há máquina de guerra em grande escala como as amazonas, a máquina de guerra não passa de um sonho que se dissipa e dá lugar aos exércitos nacionais (Príncipe de Hamburgo); como reiventar uma máquina de guera de um novo tipo (Michael Kohlhaas), como traçar a linha de fuga da qual bem se sabe que ela nos leva, entretanto, à abolição (suicídio a dois)?”.
  D162-163 [ref. tb. a Hölderlin, Fitzgerald, Virginia] Linhas de fuga em linhas de morte “E as linhas de fuga acabam mal não por serem imaginárias, mas justamente porque são reais e estão em sua realidade. Elas acabam mal, não apenas porque entram em curto-circuito com as duas outras linhas, mas em si mesmas, por causa de um perigo que elas secretam. Kleist e seu suicídio, Hölderlin e sua loucura, Fitzgeral e sua demolição, Virginia Woolf e seu desaparecimento”.
Lawrence (D. H.) D50 Fugir, partir. “Partir, se evadir, é traçar uma linha. O objeto mais elevado da literatura, segundo Lawrence: ‘Partir, partir, se evadir… atravessar o horizonte, penetrar em outra vida… É assim que Melville se encontra no meio do oceano Pacífico, ele passou, realmente, a linha do horizonte’”.
  D59 Mania da interpretação “Lawrence denunciava o que lhe parecia atravessar toda a literatura francesa: a mania do ‘segredinho sujo’”.
  D62-63 Crítica da vida vs. Criadora de vida “Lawrence reprovava à literatura francesa o fato de ela ser, incuravelmente, intelectual, ideológica e idealista, essencialmente crítica, crítica da vida, mais do que criadora de vida”.
  D66, nota 1 Escrever é escrever com “Não há juízo algum na simpatia, mas conveniências entre corpos de toda natureza. ‘Todas as sutis simpatias da alma inumererável, do mais amargo ódio ao amor mais apaixonado’ [Lawrence]”.
  D67 Escrita e agenciamento “Só temos a simpatia para lutar, e para escrever, dizia Lawrence. […] Não, diz Lawerence, vocês não são o pequeno esquimó que passa, amarelo e gorduroso, vocês não têm que se tomar por ele. Mas talvez vocês tenham algo a ver com ele, […] pois vocês só podem se tornar esquimó se o próprio esquimó se tornar outra coisa”.
Literatura anglo-americana D40 A estrada e a grama. “Os ingleses e os americanos, que são os menos autores entre os escritores, têm dois sentidos particularmente aguçados e que comunicam: o da estrada e o do caminho, o da grama e o do rizoma”.
  D72-73 Ser estrangeiro na própria língua “Trata-se de fazer a língua se mover, com palavras cada vez mais sóbrias e uma sintaxe cada vez mais fina. Não se trata de falar uma língua como se fosse estrangeiro, trata-se de ser um estrangeiro em sua própria língua, no sentido em que o americano é bem a língua dos negros. Há uma vocação do anglo-americano para isso. […] O inglês, ao contrário, faz palavras compostas cujo único vínculo é um E subentendido, relação com do De Fora, culto da estrada interminável, que não tem fundações, que corre pela superfície, rizoma. Blue-eyed boy: um garoto, azul e olhos – um agenciamento. E…E…E, a gagueira”.
Literatura francesa D62 Neurose e segredinho “A literatura francesa é, no mais das vezes, o elogio mais desavergonhado da neurose. A obra será tanto mais significante quanto remeter à piscada de olho e ao segredinho na vida, e inversamente”.
  D52 O meio é que importa. “Nunca é o início ou o fim que são interessantes; o início e o fim são pontos. O interessante é o meio. O zero inglês esá sempre no meio. […] Os franceses pensam demais em termos de árvore: […]”.
  D50-51 Criar por rupturas, pr linhas de fuga. “A literatura anglo-americana apresenta continuamente rupturas, personagens que criam sua linha de fuga, que criam por linha de fuga. Thomas Hardy, Melville, Stevenson, Virginia Woolf, Thomas Wolfe, Lawrence, Fitzgerald, Miller, Kerouac. Tudo neles é partir, devir, passagem, salto, demônio, relação com o de fora”.
Lovecraft D56 [referência tb. a Melville-Moby Dick] O anômalo, o outsider “O anômalo está sempre na fronteira, sobre a borda de uma banda ou de uma multiplicidade, ele a faz devir, traça uma linha-entre. É também o ‘outsider’: Moby Dick, ou então a Coisa, a Entidade de Lovecraft, terror”.
  D80 Entidade e acontecimento “Tornar-se uma entidae, um infinitivo, como Lovecraft falava, a terrível e luminosa história de Carter: devir-animal, devir-molecular, devir-imperceptível”.
  D90 Devir-animal “Saiba apenas que animal você está se tornando, e sobretudo o que ele se torna em você, a Coisa ou a Entidade de Lovecraft, o inominável […].”
Luca (Ghérasim) D12 Gaguejar, ser estrangeiro, em sua própria língua. “Os exemplos mais surpreendentes para mim: Kafka, Beckett, Gherasim Luca, Godard”.
Masoch D137 Regimes de signos “Nota G. D.: digo a mim mesmo que foi isso que eu quis fazer quanto trabalhei sobre escritores, Sacher Masoch, Proust ou Lewis Carroll. O que me interessava, ou deveria ter me interessado, não era nem a psicanálise ou a psiquiatria, nem a lingüística, mas os regimes de signos deste ou daquele autor”.
  D139 Escrita e agenciamento “Todo agenciamento é coletivo, já que ele é feito de vários fluxos que arrastam as pessoas e as coisas, e só se dividem ou se juntam em multiplicidades. Por exemplo, em Sacher-Masoch, o fluxo de dor e humilhação tem por expressão um agenciamento contratual […]. A cada vez, devemos perguntar com o que o fluxo de escritura está em relação”.
Miller (Henry) D40 A grama como transbordamento. “Henry Miller: ‘a grama só existe entre os grandes espaços não –cultivados. Ela preenche os vazios. Ela brota – entre as outras coisas.[…]”.
  D64 Devir-grama, devir-China “Um devir-matagal; ou então o devir-grama de Miller, o que ele chama de seu devir-China”.
  D56-57 Devir-mulher “Lawrence e Miller são tidos por grandes falocratas; no entanto, a escritura os levou para um devir-mulher irresistível”.
  D59 Rostidade, devir “O problema de Miller (já o de Lawrence): como desfazer o rosto, liberando em nós as cabeças exploradoras que traçam linhas de devir?”
  D66, nota 2 Escrever é agenciar “É isso agenciar: estar no meio, sobre a linha de encontro de um mundo interior e de um mundo exterior. Estar no meio: ‘O essencial é tornar-se perpetuamente inútil, se absorver na corrente comum, tornar-se novamente peixe e não bancas os monstros; o único proveito, dizia cá comigo, que posso tirar do ato de escrever, é o de ver desaparecer com isso as vidraças que me separam do mundo’ [Lawerence]”.
  D67 Extrair vida da loucura, do álcool, da droga “Tentamos extrair do álcool a vida que ele contém, sem beber: a grande cena da embriaguez com água pura, em Henry Miller. Abster-se do álcool, da droga, da loucura, é isso o devir, o devir-sóbrio, para uma vida cada vez mais rica. É a simpatia, agenciar”.
Melville D51 Viagem, fuga e reterritorialização. “Sempre há uma maneira de se reterritorializar em uma uma viagem, é sempre seu pai e sua mãe (ou pior) o que se encontra na viagem: ‘Voltar aos selvagens tornou Melville completamente doente… Assim que partiu ele recomeça a suspirar, a lamentar o Paraíso, Lar e Mãe encontrando-se no outro extremo de uma caça à baleia’ [citando D. H. Lawrence]. Fitzgeral diz ainda melhor: ‘[…] Uma verdadeira ruptura é algo a que não se pode voltar, que é irremissível porque faz com que o passado deixe de existir’”.
  D55 Traidor vs. trapaceiro “Do que o capitão Achab é culpado, em Melville? De ter escolhido Moby Dick, a baleia branca, em vez de obedecer a lei de grupo dos pescadores, que diz que qualquer baleia é boa para ser pescada. É esse o elemento demoníaco de Achab, sua traição, sua relação com Leviathan, essa escolha de objeto que o engaja em um devir-baleia”.
  D87-88 [ref. tb. A Carroll] Devir-animal “O marinheiro de Melville torna-se albatrós, quando o albatrós se torna ele próprio extraordinária brancura, pura vibração de branco (e o devir-baleia do capitão Ahab faz bloco com o devir-branco de Moby Dick, pura muralha branca).”
Nietzsche D14 A vida como único fim da escritura; saúde frágil e literatura. “Nietzsche, ao contrário do neurótico, grand vivant de saúde frágil, escreve: ‘[…] Tal descoberta a [a vida] faz se iluminar, e um doce cansaço verspertino, o que os homens chamam de charme, pousa sobre seu rosto’”.
  D43 Estrangeiro na própria língua e velocidade. E o que Nietzsche fez com o alemão, é isso ser um estrangeiro em sua própria língua. É na escritura mais lentamente trabalhada que se atinge essa velocidade absoluta, que não é um efeito, mas um produto.”.
  D41 [Na mesma página menção tb. a Kafka e a Kleist]. Velocidade absoluta do pensamento e máquina de guerra. “Ou então Nietzsche, não é o que ele consegue fazer com um aforismo? Que o pensamento seja lançado como uma pedra por uma máquina de guerra”.
  D111 Agenciamento, velocidade “Dois segredos de Nietzsche: o eterno retorno como plano fixo selecionando as velocidades e as lentidões sempre variáveis de Zaratustra; o aforismo, não como escritura parcelar, mas como agenciamento que não pode ser lido duas vezes, que não pode ‘repassar’, sem que mudem as velocidades e as lentidões entre seus elementos”.
  D138 O escritor como sintomatologista “É a idéia de Nietzsche: o escritor, o artista como médico-doente de uma civilização”.
Proust D12-13 Falar na própria língua como um estrangeiro. “Os belos livros são escritos em uma espécie de língua estrangeira” (citando Proust). “É a definição do estilo. Também, nesse caso, é uma questão de devir”.
  D139 Agenciamento e regimes de signos “Como eles [os regimes de signos] se combinam de modo diferente em Proust: em relação a Charlus, núcleo de uma galáxia cujas espirais comportam enunciados e conteúdos; em relação a Albertina, que passa, ao contrário, por uma série de processos lineares acabados, processo de sono, processo de ciúmes, processo de aprisionamentos. Poucos autores fizeram intervir como Proust múltiplos regimes de signos para com eles compor sua obra”.
Woolf (Virginia) D40 A importância do passeio. “O passeio como ato, como política, cmo experimentação, como vida: ‘Entendo-me como a névoa ENTRE as pessoas que mais conheço’, diz Virginia Woolf em seu passeio entre os táxis”.
  D64 Dom de trânsito “Virginia Woolf e seu dom de passar de uma época a outra, de um reino a outro, de um elemento a outro: seria preciso a anorexia de Virginia Woolf?”.
  D56 Devir-mulher “Há um devir-mulher na escritura. Não se trata de escrever ‘como’ uma mulher. […] Mulher não é necessariamente o escritor, mas o devir-minoritário de sua escritura, seja ele homem ou mulher. Virginia Woolf se proibia de “falar como uma mulher”: ela captava ainda mais o devir-mulher da escritura”.
  D108 Hecceidades e afecto “As hecceidades são apenas graus de potência que se compõem, às quais correspondem um poder de afetar e ser afetado, afetos ativos e passivos, intensidades. Em seu passeio, a heroína de Virginia Woolf estende-se como uma lâmina através de todas as coisas, e, no entanto, olha de fora, com a impressão de que é perigoso viver até mesmo um único dia (“nunca mais direi: sou isso ou aquilo, ele é isso, ele é aquilo…”). Mas o próprio passeio é uma hecceidade”.
  D137-138 Individuação por hecceidade “Charlotte Brontë qualifica um estado dos ventos mais do que uma pessoa; Virginia Woolf qualifica um estado dos reinos, das épocas e dos sexos”.
  D140 [ref. tb. a Lovecraft, Proust, Kleist, Kafka, Nietzche] Regimes de signos e plano de composição “Mas o essencial é, enfim, a maneira pela qual todos esses regimes de signos correm conforme uma linha de declive, variável com cada autor, traçam um plano de consistência ou de composição […]: a Onda, de Virginia Woolf, a Hiperesfera, de Lovecraft, a Teia de aranha, de Proust, o Programa, de Kleist, a função-K, de Kafka, a Rizoesfera… […] o regime alimentar de Nietzsche, de Proust ou de Kafka é também uma escritura, e eles a compreendem assim; comer-falar, escrever-amar, vocês jamais apreenderá um fluxo sozinho. […] ‘De repente me dei conta’, diz Virginia Woolf, “de que o eu queria fazer agora, era saturar cada átomo’”.

 

 

Abreviaturas:

D — Diálogos

 

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