O grito que arranca da gente o pressentimento de forças invisíveis: A PINTURA DE FRANCIS BACON E UMA VIOLÊNCIA MUITO ESPECIAL.

A pintura de Francis Bacon é de uma violência muito especial. É certo que Bacon passa frequentemente pela violência de uma cena representada: espetáculo horrível, crucificações, próteses e mutilações, monstros. Mas são desvios muito fáceis, que ele próprio julga severamente e que condena em sua obra. O que o interessa diretamente é uma violência que não é mais a da cor e do traço: a violência de uma sensação (e não mais de uma representação), uma violência estática ou potencial, uma violência de reação e de expressão. Por exemplo, o grito que arranca da gente o pressentimento de forças invisíveis: “pintar o grito mais do que o horror…” No limite, as Figuras de Bacon de maneira alguma são corpos supliciados, mas corpos ordinários em situações ordinárias de constrangimento. Um homem fica em posições muito tortas quando condenado a permanecer sentado durante horas sobre um estreito tamborete. A violência de um soluço, de uma ânsia de vômito, mas também de uma risada histérica involuntária

G.D

 

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