Deleuze: uma filosofia do acontecimento – François Zourabichvili – Tradução de Luiz B. L. Orlandi

Deleuze: uma filosofia do acontecimento

François Zourabichvili
Tradução de Luiz B. L. Orlandi

Filósofo, ensaísta e professor, François Zourabichvili (1965-2006) foi, em que pese a brevidade de sua vida, uma das referências mais brilhantes nos estudos de filosofia na atualidade. Em seus textos sobre Gilles Deleuze, ele levou ao limite a tarefa do comentador em filosofia, a tal ponto que neles o que está em pauta não é tanto a presença subjacente e autônoma do comentador, mas sim o elo comum entre “o autor comentado e o autor que comenta”.

É precisamente isso que ocorre em Deleuze: uma filosofia do acontecimento, obra de introdução ao pensamento de um dos maiores filósofos contemporâneos, primorosamente traduzida por Luiz B. L. Orlandi, autor também de um abrangente prefácio. Como observa Laymert Garcia dos Santos, “a leitura do livro revela, junto com o rigoroso rastreamento da construção conceitual, os intensos efeitos que ele [o acontecimento] vai suscitando no corpo e na mente do leitor-autor”. O resultado é um livro precioso, “uma espécie de obra a quatro mãos”, que aborda o conjunto da produção de Gilles Deleuze e busca dar acesso a esta que é uma das experiências filosóficas mais intensas, radicais e singulares de nosso tempo.

Sobre o autor
François Zourabichvili nasceu em 1965, filho do compositor Nicolas Zourabichvili e neto de um intelectual de origem georgiana radicado na França. Obteve o título de doutor em filosofia em 1999 com uma tese sobre Espinosa. Lecionou no ensino secundário de 1988 a 2001, foi catedrático da Université Paul-Valéry Montpellier 3, diretor do programa do Collège International de Philosophie, em Paris – cargo que exerceu de 1998 a 2004 -, e membro do Centre International d’Études de la Philosophie Française Contemporaine, dirigido por Frédéric Worms. Faleceu a 19 de abril de 2006. Teve os seguintes livros publicados: Deleuze: une philosophie de l’événement (1994), Spinoza: une physique de la pensée (2002), Le conservatisme paradoxal de Spinoza: enfance et royauté (2002), Le vocabulaire de Deleuze (2002), além da coletânea póstuma de ensaios La littéralité et autres essais sur l’art (2011).

Sobre o tradutor

Luiz B. L. Orlandi nasceu em Jurupema, SP, em 1936. Graduou-se em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara em 1964, cursando em seguida Pós-Graduação em Filosofia na USP. Em 1968 transferiu-se para a França, estudando linguística na Universidade de Besançon e defendendo mestrado sobre a obra de Todorov. De volta ao Brasil, tornou-se doutor em Filosofia pela Unicamp, em 1974, com uma tese sobre Merleau-Ponty mais tarde publicada em livro (A voz do intervalo, 1980). Atualmente é professor titular do Departamento de Filosofia da Unicamp e professor do Núcleo de Estudos da Subjetividade da PUC-SP. Da obra de Gilles Deleuze, da qual é um dos grandes intérpretes no Brasil, traduziu Diferença e repetição (com Roberto Machado, 1988), A dobra (1991), Bergsonismo (1999), Empirismo e subjetividade (2001), A ilha deserta e outros textos (coordenador da tradução coletiva, 2006), além de O anti-Édipo, de Deleuze e Guattari (2010).

 

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