Regina Favre: Tecelagem neuro-motora e abdicação das forças narcísicas que nos dominam. Cooperar não é apenas um princípio ético.

Se nos dedicarmos a compreender a continuidade autopoiética de cada corpo como uma tecelagem neuro-motora de comportamentos e modos de contenção da continuidade dos processos formativos de si mais modos de conexão com os fluxos ambientais, poderemos manejar melhor e mais finamente nossa presença no mundo.

O sentimento de ser parte de redes maiores que o indivíduo pensante e vivente, se devidamente amadurecido pela prática de si, ajudada por corpos e grupos mais amadurecidos, revela-se um instrumento urgente, importante e necessário para que possamos nos sentir e agir de modo cooperativo com as forças maiores, políticas e sociais. Cooperar não é apenas um princípio ético. Corpos, dependendo de seu amadurecimento fundem, dependem, exploram, buscam aprovação, obedecem, dominam, competem, mas não cooperam… sentir-se responsável e parte dos processos coletivos requer um grande esforço de amadurecimento e abdicação das forças narcísicas que nos dominam… abrir mão do ego não é fácil… estamos dominados pelas belas palavras que são repetidas, imitadas, muitas vezes de modo arrogante, num esforço de inclusão, como sempre, nas diferentes esferas de poder…

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