Novos povoamentos. Núcleo de Subjetividade da PUC/SP

http://novospovoamentos.wix.com/novospovoamentos

 

Cingidos na polifonia dos percursos de nossas pesquisas face aos atuais seminários, grupos e laboratórios de estudos do Núcleo de Subjetividade  da PUC/SP, nasce Novos povoamentos. Trata-se de um evento acadêmico, um seminário, é fato, mas antes disso trata-se de um unir forças em prol dos povos germinais.

Criado a partir de um sincero desejo de ressignificar o espaço institucional de pesquisa, de fomentar entre nós, mestrados e doutorandos do Núcleo de Subjetividade, um campo fértil à criação e compartilhamento de novas formas de existir/pensar/criar. Novos povoamentos é um convite às formas inacabadas, incertas e por vezes efêmeras, pesquisas que se destinam e invocam povoamentos vulneráveis às forças que engendram suas próprias existências, em consonância com a radicalidade da poesia, do grito e do silêncio.

Copoiesis: descolonização dos corpos, desejos e processos; Dissidências do devir-prazer; Escambos, guerras, delírios: economia dos atos-livres; Arte, clínica, cohabitação: lógica do sensível e Errâncias e paisagens moventes  não são apenas os títulos dos GTs desse evento, são os povos que queremos ajuntar. Em formato de oficina a ser proposta por pesquisadores do Núcleo de Subjetividade, esses Grupos de Trabalho estão divididos em 05 (cinco) temáticas que visam abrigar pesquisas que por efeito gravitacional sejam capazes de construir constelações férteis acerca de cada tema, intensificando assim o poder de atração dos povoamentos que estão em jogo.

Para engrossar o caldo contaremos ainda com uma palestra do pós-doutorando João Perci Schiavon e uma mesa redonda com a presença dos professores Peter Pál Pelbart, Suely Rolnik e Denise Sant’Anna. Na noite do dia 29/09 reservamos na programação do evento o espaço para a fala de um pensador/artista convidado. A ideia foi convidar alguém que não fosse do nosso círculo mais estreito (professores, alunos ou ex-alunos), para de fato abrir uma possibilidade de compartilhamento de novas perspectivas e de outros modos de pensar o mundo, para além da atual esterilidade e obscuridade macropolítica que vivemos.  A presença de Marcelo Ariel está confirmada. Saiba mais sobre o poeta em: Entrelinhas Marcelo Ariel e Retornaremos da cinzas para sonhas com o silêncio. A noite do dia 30/09 encerrará o evento em Festa – uma celebração aos novos povos.

Para realizar a sua inscrição confira o edital e escolha sua forma de participação, é importante notificar que o pesquisador interessado nos GTS também estará inscrito na modalidade ouvinte das palestras propostas na programação.

1. Leia aqui o EDITAL e o programa Novos Povoamentos

2. Se tiver interesse apenas em participar como ouvinte preencha este formulário

3. Se estiver interessado em submeter um trabalho, participar dos GTs e palestras preencha este formulário

Seguiremos o cronograma abaixo:

Período de inscrições: de 20/07 a 15/08/16

Divulgação do resultado: 31/08/16

Prazo para confirmação de presença: 10/09/16

Novos povoamentos acontecerá nos dias 29 e 30 de setembro de 2016, no Campus Monte Alegre da PUC/SP, localizado na Rua Monte Alegre, n. 984, Perdizes – São Paulo/SP. As salas e auditório onde acontecerão das atividades do seminário serão divulgação no site com antecedência de 30 dias do evento. Caberá aos inscritos pesquisarem tais informações no site.

GRUPOS DE TRABALHO

Grupo 1 – Dissidências do devir-prazer.

Proposto por Anselmo Clemente, Julia Francisca e Nicolas Garavello.

O cotidiano está estremecido, as produções da sexualidade atravessam a cidade. Corpos dissidentes que rasgam a subjetividade.

Políticas de aniquilamento, doutrinação e administração são ao mesmo tempo reforçadas e questionadas.

Ao meio dia nas ruas, visível para quem quiser ver, potências, poéticas, literaturas, narrativas dos corpos dissidentes; sapatão, bicha, travesti… farejar as frestas do lugar incômodo de permanecer, abertura dos poros para o devir-prazer.

Grupo 2 – Arte, clínica e coabitação: potências fora do sujeito

Proposto por Ana Paula Cohen, João Pentagna e Maurício Topal de Moraes

Assim como a ideia de um “homem moderno universal” se manifesta na figura de um homem branco, europeu e heteronormativo, a “globalização” parte de uma colonização eurocêntrica do planeta, incitando padrões de existência serializados e reprimindo todas as formas de conhecimento não-científicas. Reproduzimos hábitos, representações sociais, ideias de Eu; construímos realidades subordinadas ao critério gregário do mesmo, do normal. Nesse sentido, nos parece urgente encontrar práticas capazes de operar dessubjetivações, ativar processos singulares que escapem às identidades instituídas, para experimentar novos modos de produzir o corpo, bem como de habitar o mundo.

Grupo 3 – Copoiesis: descolonização dos corpos e desejos

Proposto por Ana Goldenstein, Pedro Mestre Passini e Sabrina Andrade

Copoiesis: implicar-se afetivamente na coletividade. Encontros de diferenciações de si através da abertura à alteridade. Subjetividades e multiplicidades a-significantes se misturam transubjetivamente, acessando espaços de contágio e ligação de bordas entre mundos.

O corpo é o instrumento pelo qual se passam nossas lutas políticas. Nele se atualizam as experiências históricas coletivas, que se (re)produzem em modos de vida. Servindo à uma espécie de captura colonizadora e ao investimento na propriedade individual neoliberalista, essas experiências podem perpetuar-se num distanciamento entre corpos, legitimando o desejo como lugar da falta. Porém, o que se procura enquanto copoiesis, é o desejo enquanto produção. E produção de encontros como espaços de ruptura aos modos de vida capturados pelo sistema vigente. Territórios híbridos onde a mistura de partículas, entre corpo e socius, seja criadora de um diferencial descolonizante. Copoiesis como prática para novas relações entre sis, novas formas de investimento do desejo, afetos coletivos e coletivados.

Grupo 4 – Escambos, guerras e delírios: economia dos atos livres

Proposto por Alda Maria Abreu, Guilherme Ponce e Luciane Briotto

Como reinventar militância e resistência por meio de estratégias afirmativas? Quais enfrentamentos micropolíticos, estratégias microecomônicas e produções artísticas atuais são capazes de transbordar jorros de liberdade em nossas guerras diárias? Na busca por poéticas de vida em que as dimensões ética, estética e política coexistam libertas da mordaça neoliberal, abre-se este espaço de discussão. Escambos, guerras e delírios que abram fissuras na transversalidade macro e micropolíticas: Corpos em delírio-poético; Alimentação viva; Danças da terra, Estratégias afirmativas de poder, Ecosofia e economias sustentáveis; Militâncias e suas máquinas de guerra – máquinas de fazer vida.

Grupo 5 – Errâncias e paisagens moventes

Proposto por Ana Carolina Perrella, Cibele Lucena e José Cavalhero

Instaurar formas não hegemônicas de vida se apresenta como uma urgência nos dias atuais. Nesse sentido, desestabilizar os mecanismos de manutenção das paisagens petrificadas e estanques que compõem o nosso cotidiano pressupõe a criação de existências que escapem da lógica capitalística dominante. Trata-se, então, de pensar a errância como modo singular de habitar, de experimentar, enfim, de criar mundos, capaz de produzir paisagens nômades, moventes. Assim, traçar linhas de errâncias, seja na educação, seja na cidade, ou em outro campo social e político, é um ato insurgente que exige ações de enfrentamento e (r)existência diante das forças normativas. Afinal, irromper movimentos errantes nos entremundos faz germinar e expandir a vida em toda sua potência.

29/09 (quinta-feira)

9h-12h – GTs: grupos de trabalho em formato de oficinas propostas por pesquisadores do Núcleo.

12h-14h intervalo

14h-17h GTs: grupos de trabalho em formato de oficinas propostas por pesquisadores do Núcleo.

17h-18h intervalo

18h-21h Palestra com Marcelo Ariel – poeta, performer, ensaísta e dramaturgo residente em Cubatão, cidade industrial da Baixada Santista. Autor de Tratados dos anjos afogados (Letra Selvagem, 2008), Retornaremos das cinzas para sonhar com o silêncio (Patuá, 2014), entre outros títulos.

30/09 (sexta-feira)

9h-12h Apresentação dos GTs, seguido de palestra com João Perci Schiavon – psicanalista, pós-doutorando e autor da tese de doutorado Pragmatismo pulsional – clínica psicanalítica.

12h-14h intervalo

14h-17h Mesa redonda com Peter Pál Pelbart – filósofo, escritor, professor titular do departamento de Filosofia e do Núcleo de Subjetividade da PUC/SP;  Suely Rolnik – psicanalista, ensaista, pensadora da arte e de cultura e professora titular da PUC/SP; e Denise Sant’Anna – professora livre-docente de História da PUC/SP.

21h Festa Novos Povoamentos

Novos povoamentos acontecerá nos dias 29 e 30 de setembro de 2016, no Campus Monte Alegre PUC/SP, Rua Monte Alegre, n. 984, Perdizes – São Paulo /SP.

As salas e auditório onde acontecerão das atividades do seminário serão divulgação no site com antecedência de 30 dias do evento. Caberá aos inscritos pesquisarem tais informações no site.

Novos Povoamentos é um projeto realizado pelo Núcleo de Estudos da Subjetividade (PUC-SP).

Estamos a disposição para as suas dúvidas e interesse de participação!

novospovoamentos@gmail.com

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