O pensamento é como o Vampiro, não tem imagem, nem para constituir modelo, nem para fazer cópia.

Só se ouvia falar de vampiros.

Jorge Luiz Borges só se interessa pelas características, mesmo as mais fantásticas, enquanto que os feiticeiros sabem que os lobisomens são bandos, os vampiros também, e que esses bandos transformam-se uns nos outros.

É aqui que os lobisomens proliferam, e os vampiros, com a guerra, a fome e a epidemia.

As matilhas, as multiplicidades não param, portanto, de se transformar umas nas outras, de passar umas pelas outras.

Os lobisomens, uma vez mortos, transformam-se em vampiros.

Não é de se espantar, a tal ponto o devir e a multiplicidade são uma só e mesma coisa. Uma multiplicidade não se define por seus elementos, nem por um centro de unificação ou de compreensão.

É claro que há lobisomens, vampiros, dizemo-lo de todo coração, mas não procure aí a semelhança ou a analogia com essa merdosa reinante.

D.G

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