FILOSOFIA: Por que não a Espanha, por que não a Itália?

Nietzsche fundou a geofilosofia, procurando determinar os caracteres nacionais da filosofia francesa, inglesa e alemã. Mas por que três países somente foram coletivamente capazes de produzir filosofia no mundo capitalista? Por que não a Espanha, por que não a Itália? A Itália, notadamente, apresentava um conjunto de cidades desterritorializadas e uma potência marítima, capazes de renovar as condições de um “milagre”, e marcou o começo de uma filosofia inigualável, mas que abortou, e cuja herança passa antes para a Alemanha (com Leibniz e Schelling). Talvez a Espanha fosse por demais submissa à Igreja, e a Itália por demais “próxima” da Santa Sé; o que salvou espiritualmente a Inglaterra e a Alemanha foi talvez a ruptura com o catolicismo, e a França, o galicanismo… À Itália e à Espanha faltava um “meio” para a filosofia, de modo que seus pensadores permaneceram “cometas”, e elas estavam dispostas a queimar seus cometas. A Itália e a Espanha foram os dois países ocidentais capazes de desenvolver poderosamente o conceitismo, isto é, o compromisso católico do conceito e da figura, que tinha um grande valor estético, mas mascarava a filosofia, desviava a filosofia para uma “retórica” e impedia uma plena posse do conceito. A forma presente se enuncia assim: nós temos os conceitos! Enquanto que os gregos não os “tinham” ainda, e os contemplavam de longe, ou os pressentiam (…)

D.G

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