Viveiros de Castro em livro para crianças e adultos “Onde a onça bebe água” (Cosac, 2015). No livro ser gente parecia uma questão de ponto de vista. Gente é quem ocupa a posição de “sujeito”. No mundo amazônico, escreveu o antropólogo, “há mais pessoas no céu e na terra do que sonham nossas antropologias”.Ao se verem como gente, os animais adotam também todas as características culturais ditas humanas. Da perspectiva de um urubu, os vermes da carne podre que ele come são peixes grelhados, comida de gente. O sangue que a onça bebe é, para ela, cauim, porque é cauim o que se bebe com tanto gosto. Urubus entre urubus também têm relações sociais humanas, com ritos, festas e regras de casamento. O mesmo vale para peixes entre peixes, ou porcos-do-mato entre porcos-do-mato. Perspectivismo.

onde a onça

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