o contrário da pobreza não é a riqueza mas a miséria

(…) a economia colocou-se no lugar de metafísica para fazer da pobreza uma noção econômica (agora que essa época atinge seu fim, torna-se novamente evidente que o contrário da pobreza não é a riqueza mas a miséria e que, das três, somente a pobreza tem o sentido de uma “perfeição”. A pobreza designa o estado daquele que pode usar tudo não tendo nada como próprio e a miséria o estado daquele que não pode usar nada, seja porque tenha em excesso, seja porque o tempo lhe falte, seja porque seja sem comunidade).

Desse modo, tudo o que a ideia de riqueza pôde lograr, através da história, de quietude burguesa, de plenitude doméstica, de familiar imanência com o plano sensível, é algo que se pode apreciar, pela nostalgia ou pela simulação, mas não viver. Com ele, a felicidade tornou-se uma ideia muito antiga, e não somente na Europa.

(…) É por isso que a riqueza tornou-se, no mundo da mercadoria autoritária, uma coisa grotesca e incompreensível, uma forma saturada da miséria.

A riqueza não é nada além do que aquilo que vos possui, do que aquilo por meio do qual o SE vos mantém.

(…)Em Mestre Eckhart o homem pobre é aquele que “não quer nada, não sabe nada e não tem nada.”

T d B.

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