ATO SOS USP: em defesa da universidade pública. Na USP, praça do relógio, terça-feira, dia 2 de setembro, às 16:00 hs e breve relato dos 100 dias de greve.

Estamos há 100 dias em greve. MUITOS documentos com MUITOS dados foram escritos, MUITAS discussões sobre orçamento e estrutura de poder, MUITAS buscas para criar alternativas (assembleia legislativa, tribunal de justiça…). Tenho estado bastante envolvida e aprendi o seguinte:
– dizer 0% de reajuste no coloca dois problemas: o 0% (arrocho) e a forma como as decisões são tomadas.
As avaliações feitas por vários colegas mostram que:
* há, sim, possibilidade de haver reajuste (com uso de rendimento de aplicação e outras verbas) – informações estão no site da adusp – http://www.adusp.org.br
* precisamos lutar por isso, e lutar por isso implica negociação. A reitoria não abre negociação. Depois de 100 dias em greve, está prevista uma reunião dos reitores (3 reitores das 3 universidades paulista – CRUESP) com os sindicatos dessas 3 universidades (sindicato de funcionário e sindicato de docente de cada uma – FÓRUM DAS SEIS) para quarta-feira, dia 3 de setembro. Temos pedido isso desde o primeiro dia.
* nesse mesmo funcionamento em que não há debate e decisões fundamentais tem sido tomadas, a reitoria fez duas propostas: desvincular o Hospital Universitário e Hospital de Bauru da Universidade e, lançar um Programa de Demissão Voluntária. Os médicos são contra, os funcionários são contra, não houve tempo para debate. Conseguimos adiar duas pautas, uma foi votada (o Hospital de Bauru). Navotação, perdemos.
*INFORMAÇÕES:
-o problema de falta de verba da USP existe há muitos anos. Em 2005, os 3 reitores escreveram um documento pedindo aumento de verba para o governador, pois as universidades tinham crescido MUITO e a verba era a mesma.
– a reitoria passada realizou gastos que não foram avaliados pelo Conselho Universitário: sem discussão. E gastou-se MUITO, MUITO.
PORTANTO, estar com problemas orçamentários desde antes de 2005, as universidades terem crescido muito desde então (vale a pena ler o texto dos colegas do Instituto de Ciências Biológicas), gastar mais do que se pode, ter uma estrutura não transparente e sem debate democrático: são fatos e elementos que compõem a crise atual.
*AÇÕES
Temos feito muitas coisas:
**atividades de greve – ciclo a “USP e seus mestres”, discussões sobre orçamento, debate sobre as propostas de universidade em outros cantos do mundo, discussão sobre Educação Básica…
**e agenda para negociação – protocolar pedidos de reunião, pesquisar e organizar dados para subsidiar discussões, debater as profundas questões que uma greve produz no dia a dia de cada unidade da USP, participar de cerca de 3 assembleias semanais (setoriais, intersetoriais e gerais), registrar, debater, analisar o que acontece.
*MOMENTO ATUAL
Nessa semana teremos muitos compromissos bastante importantes: discussão na comissão de saúde da assembleia legislativa sobre a desvinculação do HU, a reunião que tanto temos pedido e esperado (reunião do CRUESP com FÓRUM DAS SEIS no dia 3 –será?), Conselho Universitário (CO) que foi convocado pelo reitor e vamos fazer um ATO SOS USP: em defesa da universidade pública.
Na praça do relógio, terça-feira, dia 2 de setembro, às 16:00 hs – música, discursos, ato.

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