Direitos (e) humanos em variações. Sob risco evidente de cair no senso comum, que ainda insiste, neste pedaço de mundo da América do Sul, uma pulsação que, nesta questão, grita forte, também como exercício jurisprudente: “Memória, Verdade e Justiça”. “As Mães têm entre 80 e 90 anos. Quando hoje se fala delas, fala-se das que restaram, desse punhado de velhas ao redor das quais torna a se quebrar a leitura política; enquanto isso, elas continuam a girar, irredutíveis, ao redor da Praça. Desde que nasceram todos os argentinos como menos de 35 anos, tem mulheres girando, todas as quintas, ao redor da Praça.

Nenhum artista plástico de nenhuma corrente contemporânea poderia conceber o que elas são, essa performance histórica que presenciamos, essa obra de arte conceitual no sentido mais político que são elas quando giram. As que pensam de um modo e as que pensam de outro, as que se gostam e as que se odeiam, todas elas giram, as vivas e as mortas, na ciranda tribal da memória. Estão condenadas a girar porque não puderam enterrar seus filhos. A roda é, para elas, ladainha, lamento e flor no túmulo.”

In: http://www.pagina12.com.ar/diario/contratapa/13-170346-2011-06-18.html

L.S agradece a contribuição de D.K pelo escrito acima.

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