Aula e perigos intrínsecos à linguagem. Dois supersonicamente e um comentário.

(…) os dois maiores perigos intrínsecos à linguagem a assertividade e a gregariedade. A linguagem (…) não é reacionária nem progressista, ela é simplesmente fascista: ela nos obriga a dizer certas coisas, a ocupar certos lugares, posições – homem-mulher, mestre-aluno, branco-negro, direita-esquerda etc. Como driblar os sentidos impostos, os lugares prévios, como introduzir a hesitação, a indecisão, os estados de suspensão? Como sustentar um discurso (…) sem impô-lo? Como fazer do próprio ensino um exercício de desaprendizagem?

R.B e PPP.

***

(…) elogio da aula, com seu tempo dilatado, sua continuidade, permitindo que se ponha uma matéria em movimento… Curiosa maneira de conceber o desafio do ensino, não se trata de transmitir uma informação, ou uma técnica de análise, mas de trabalhar uma matéria em movimento – a matéria-pensamento.

***

(…) um movimento, não a falação, mas o encontro, não necessariamente o encontro com intelectuais (a “cultura”), mas com coisas, obras, idéias, afectos (…) Há uma estranha conjunção entre por um lado essa solidão reivindicada, tanto para si quanto para os alunos, e por outro a idéia de encontro não-pessoal, não-intersubjetivo – solidão solidária. Algo muito próximo de Nietzsche, na sua (…) exigência de solidão.

 

PPP e G.D

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s